Paranoá apaga velinhas hoje. A cidade completa 52 anos de história e está comemorando com uma grande festa, que teve inicio na quinta-feira e se estenderá até a madrugada de amanhã. Shows, desfiles, missas e o tradicional bolo de aniversário, são atrações para a população. A Administração Regional investiu R$ 190 mil na festa e espera reunir 50 mil pessoas nos quatro dias na Praça Central.
Preparação
“A cidade se prepara o ano inteiro para essa festa”, diz o administrador Regional, Artur da Cunha Nogueira. “A expectativa da comunidade é muito grande”. Segundo o próprio administrador. Paranoá ainda é muito carente de opções de lazer, e as festas de aniversário, juninas e o Carnaval acabam se tornando as maiores fontes de diversão dos moradores. Por isso, a população comparece em massa todos anos.
Hoje a Região Administrativa tem cerca de 170 mil habitantes e espera que quase um terço dessa população compareça aos eventos comemorativos. Anteontem aconteceu a apresentação da banda de forró Companhia do Calypso, de Pernambuco. Para garantir a segurança da população, além de brigadistas e do batalhão da PM da cidade, mais cem policiais estarão presentes à Praça Central nos quatro dias.
Atrações
Mesmo com as atrações de peso nacional, a maior parte dos shows e apresentações de dança e de DJs são de artistas do próprio Paranoá.
O ecletismo das atrações deve agradar moradores. São várias as bandas de pagode, forró, sertanejo, rock e hip hop, e os DJs tocam sons variados. Também está na agenda o desfile cívico, e na tarde de hoje, o corte do já tradicional bolo de aniversário, que nesse ano terá 52 metros de comprimento.
Uma missa na Igreja Santa Maria dos Pobres, na praça central do Paranoá, também será dedicada ao aniversário da cidade. Para garantir que todos participassem da festa, a Administração distribuiu panfletos com toda a programação. Artur Nogueira convidou a população por meio de rádios e jornais locais, para que ninguém fique fora da festa.
Presença
O vigilante Marconi do Nascimento gostaria de ir a festa com sua esposa e seu filho pequeno, mas tem medo de possíveis confusões. “Se estiver tudo tranquilo vou prestigiar”, diz ele. Nas comemorações, Marconi gosta especialmente do tradicional bolo de aniversário e diz esperar que esteja tão gostoso quanto o do ano passado. Nascido no chamado Paranoá Velho, núcleo urbano que deu origem a atual cidade, o vigilante reclama da violência e do tráfico e consumo de drogas que presencia até ao redor da escola de Ensino Fundamental em que trabalha, mas diz que o Paranoá de hoje é muito melhor do que aquele em que nasceu, há 27 anos. “Na época não tinha nem água encanada, a gente botava o balde na cabeça e ia pegar água em uma bica”, relembra.
Entre as atividades que Marconi mais gosta estão as caminhadas que faz diariamente no Parque Vivencial do Paranoá, e as missas na Igreja da Praça Central, nos finais de semana. “Também gosto muito de ficar conversando com os amigos, na praça, depois da missa”, acrescenta. O vigilante manda ainda um recado para todos que vão comemorar na festa de aniversário da cidade. “Vamos celebrar a paz”, pede ele.