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Brasília

“Ouvi um barulho alto, como se uma pessoa tivesse caído”, diz funcionário de prédio que foi esvaziado

Arquivo Geral

22/10/2018 17h50

Rayra Paiva Franco/Jornal de Brasília

Raphaella Sconetto
raphaella.sconetto@grupojbr.com

O administrador Lúcio Costa, 45 anos, funcionário do Ministério da Saúde, estava ao lado do trecho do piso no momento em que ele cedeu no prédio PO 700, no Setor de Rádio e TV Norte. Ao ouvir o barulho, ele imaginou que uma pessoa tivesse caído no chão. O prédio foi liberado às 14h e, conforme a Defesa Civil, não há risco de desabamento. No local funcionam quatro secretarias e trabalham cerca de 1,5 mil pessoas.

“Minha mesa fica bem ao lado. O barulho foi muito alto, como se uma pessoa tivesse caído. Aí um rapaz estava passando do lado no momento e disse que o piso tinha cedido. Me chamou para ver e logo começamos a sair do prédio”, lembra o administrador.

Lúcio conta que foi um dos primeiros a ver o piso cedido. Rayra Paiva Franco/Jornal de Brasília

Lúcio conta que o chão ficou desnivelado e que os colegas começaram a evacuar o prédio espontaneamente. “Não teve nenhum comunicado. Todo mundo começou a descer para o térreo, mas depois vi que os brigadistas começaram a pedir para que os funcionários descessem por segurança”, afirma.

Na tarde desta segunda-feira (22), logo após a Defesa Civil liberar a entrada dos servidores, Lúcio comenta que o clima está tranquilo no edifício. “O prédio está liberado, funcionando normalmente”, acrescenta.  

Barulho é característico

De acordo com a coronel Solange Ribeiro, coordenadora de gestão de risco e desastres da Defesa Civil, o problema no prédio foi pontual e aconteceu por conta da variação da temperatura. “Houve uma mudança esses dias, com o calor e a chuva, ocasionando esse deslocamento do piso”, explica.

Para ela, o barulho do piso cedendo pode ter causado o susto aos trabalhadores. “Quando há descolamento de piso tem um barulho específico, que pode vir a causar pânico. Mas os funcionários acertaram em descer”, aponta.

A coronel da Defesa Civil garante que não há risco de desabamento e a estrutura não foi afetada. “Foi um problema pontual no quinto andar”, resume. “A empresa terá que fazer a correção e será notificada pela Defesa Civil. Já olhamos toda a documentação, está em dia, mas será notificada para apresentar novamente”, conclui.

Versão oficial

Em nota, o Ministério da Saúde informou que ali trabalham cerca de 1.500 funcionários, divididos em quatro secretarias: Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), Secretaria de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde (Sgets) e a Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa (SGEP), além da Fundação Nacional de Saúde (Funasa).

A pasta alegou ainda que, logo que tomou conhecimento dos fatos, acionou a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros para verificar o incidente. “Após a vistoria, a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros não identificaram nenhum problema que prejudique a infraestrutura do prédio, autorizando os trabalhadores a voltarem aos seus postos por volta das 14h. A Defesa Civil solicitou a construtora responsável pelo prédio uma avaliação do ocorrido no local para liberar o laudo final”, esclareceu.

 

(Colaborou Jéssica Antunes)

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