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Brasília

Operação desmonta esquema de venda clandestina de medicamentos para emagrecimento no DF

Operação apreendeu substâncias injetáveis irregulares e prendeu cinco suspeitos ligados à distribuição ilegal

João Victor Rodrigues

26/05/2026 10h31

Foto: PCDF

A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou uma operação para combater a comercialização ilegal de substâncias injetáveis utilizadas para emagrecimento e fins estéticos no Distrito Federal. A ação foi conduzida pela Seção de Repressão às Drogas da 8ª Delegacia de Polícia da Estrutural e resultou na prisão em flagrante de cinco pessoas suspeitas de integrar uma rede clandestina de distribuição de produtos sem registro sanitário ou de origem irregular.

As investigações começaram após denúncias indicando que medicamentos ilícitos seriam enviados da Rodoviária Interestadual de Brasília para Minas Gerais. A partir das informações, os policiais passaram a monitorar o terminal rodoviário e interceptaram uma encomenda suspeita. O material apreendido levou os investigadores à identificação de uma mulher localizada nas proximidades de um shopping no Guará, onde foram encontrados outros produtos da mesma natureza.

Durante as diligências, os agentes descobriram a atuação de uma segunda mulher responsável pela distribuição das substâncias e localizaram ainda um administrador de hotel em Taguatinga apontado como articulador do esquema. Segundo a polícia, o estabelecimento era utilizado como ponto de armazenamento e distribuição dos produtos, com apoio operacional de uma funcionária encarregada de receber mercadorias e organizar entregas realizadas por motoboys e motoristas de aplicativo.

Ao longo da operação, foram apreendidas diversas substâncias injetáveis, incluindo compostos identificados como Tirzepatida, Retatrutide, Somatropina, Durateston e Deca Durabolin, além de seringas, maquininhas de cartão, celulares e cinco veículos ligados aos investigados. Parte dos produtos apresentava embalagens estrangeiras, ausência de identificação adequada e indicação de “uso exclusivo para pesquisa”. Os suspeitos responderão por comercialização e distribuição de produtos sem registro em órgão de vigilância sanitária. A polícia investiga agora a origem das substâncias, os fluxos financeiros e possíveis ramificações interestaduais da rede criminosa.

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