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Brasília

Operação da PCDF mira desvio de cetamina de clínicas veterinárias para abastecer tráfico de drogas

Terceira fase da Operação Katharmos resulta em duas prisões e cumprimento de mandados no Distrito Federal e em quatro cidades de Goiás.

João Victor Rodrigues

26/06/2026 8h45

Foto: PCDF

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da 5ª Delegacia de Polícia, deflagrou na manhã desta sexta-feira (26) a terceira fase da Operação Katharmos, que investiga um esquema de desvio de cetamina de clínicas veterinárias para o tráfico de drogas. A ação cumpriu sete mandados de busca e apreensão em Luziânia, Valparaíso de Goiás, Cidade Ocidental e Goiânia, resultando na prisão em flagrante de duas pessoas suspeitas de integrar a organização criminosa.

Entre os detidos estão um médico-veterinário e o filho de um proprietário de pet shop, ambos de 30 anos. Segundo a investigação, o funcionário utilizava sua função na empresa para desviar medicamentos adquiridos legalmente por uma clínica veterinária localizada no Entorno do Distrito Federal. A substância era posteriormente revendida de forma clandestina, principalmente para consumo em festas realizadas no DF.

De acordo com o delegado Frederico Martins, as etapas anteriores da investigação permitiram identificar primeiro os traficantes responsáveis pela comercialização da cetamina e, em seguida, a rede de distribuição. Com a análise do material apreendido, os policiais chegaram aos responsáveis pelo desvio do anestésico, revelando um esquema que envolvia pagamentos eletrônicos, transporte interestadual da droga e empresas do setor veterinário utilizadas para facilitar a operação criminosa.

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam 21 frascos de cetamina em uma clínica veterinária, quantidade considerada suficiente para atender à demanda anual de um zoológico. As investigações também apontaram compras incompatíveis com a atividade das clínicas fiscalizadas, incluindo aquisições de 1.259 e 1.936 frascos do medicamento, volumes que, segundo a Polícia Civil, seriam suficientes para anestesiar dezenas de milhares de cães e gatos, reforçando a suspeita de desvio da finalidade do produto.

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