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Oito mil empresas de evento poderão voltar a funcionar

O setor gera 24 mil empregos diretos e 300 mil indiretos

Por Catarina Lima 22/09/2021 4h24
Orquestra Filarmônica de Brasília

O decreto do governador Ibaneis Rocha que liberou a realização de shows e demais eventos beneficiará 50 atividades, oito mil empresas, 24 mil empregos diretos e 300 mil indiretos. O produtor Aci Carvalho disse que o setor recebeu a decisão do governador com muito otimismo e com o sentimento de volta da esperança. “Este é o decreto da esperança e da retomada gradual e segura”, destacou Aci.

Perguntado se ele acredita que as muitas medidas de segurança estabelecidas no decreto serão cumpridas, Aci disse que os protocolos foram propostos pelo próprio setor de eventos, em virtude de estudos realizados e de experiências nacionais e internacionais. “Em diversas reuniões realizadas com o governo chegamos a um texto que tem plena capacidade de ser executado”. O produtor lembra que as medidas estabelecidas no decreto já foram executadas nos bares e restaurantes e em eventos de grande porte, como drive-shows e no Vibrar, evento que está ocorrendo no momento.

Aci destacou que no formato louge, especificado pelo decreto para a disposição do público, é possível manter o distanciamento entre as pessoas, uma vez que os louge são separados uns dos outros. Segundo ele, essa experiência é a mesma dos Drive-Shows e do Vibrar. Quanto aos eventos com cadeira, ele lembrou que os mesmos já vêm ocorrendo nos cinemas e jogos de futebol.

Quanto à proibição de que idosos, gestantes e pessoas com comorbidades trabalhem em shows e eventos, Aci considera a medida salutar neste momento de retomada. “Vai ser uma experiência. Nós acreditamos numa retomada gradual, que precisa ser segura para evitar que dentro de um mês, por exemplo, a atividade não volte a ser proibida. Toda medida que visa salvar vidas, preservar a saúde das pessoas tem o nosso apoio nesse primeiro momento”, concluiu.

Elisson Ferreira, da Mais Brasil Eventos, destacou que o setor está parado há 18 meses, período em que foram perdidos parcerias e contratos e projetos ficaram para trás. “O setor de eventos foi o que mais respeitou os decretos. Os que não respeitaram são aqueles que realizaram festas clandestinas, enquanto os empresários sérios pararam suas atividades”, explicou Elisson.

Elisson recebeu o retorno, segundo ele, “como um alívio”, embora o decreto não represente o ideal. Ele disse acreditar que com o avanço da vacinação será aperfeiçoada a metodologia para a realização dos eventos. Como exemplo de setores que já retornaram e seguem realizando seus trabalhos, Elisson citou a aviação e os restaurantes. “Dentro de um evento com pessoas vacinadas, acredito que poderemos ter um público maior”, destacou.

Entre os dias 30 de abril e 21 de setembro deste ano a Força Tarefa do governo do Distrito Federal aplicou 532 multas em estabelecimentos comerciais por descumprimento de protocolo sanitário, 305 multas por aglomerações e 704 por falta de máscaras. No mesmo período, 168 casas foram interditadas por aglomerações e 226 por descumprimento de protocolo sanitário.

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