As doações de órgãos na rede pública de Saúde do Distrito Federal passaram de 25, no primeiro semestre do ano passado, para 42 no período de janeiro a junho deste ano.
De acordo com a coordenadora da Central de Captação de Órgãos da Secretaria de Saúde do DF, Daniela Salomão, os números são promissores e provavelmente manterão o DF como recordista em transplantes no Brasil, proporcionalmente ao número de habitantes.
Durante todo o ano passado foram feitos 576 transplantes no DF, enquanto de janeiro até julho deste ano a SES já fez 289, mais que a metade do registrado em 2012. Das 54 cirurgias de rim, 31 foram feitas no HBDF, hospital da rede com maior número de procedimentos.
Os 289 transplantes registrados nos seis primeiros meses deste ano incluem 184 de córnea, 64 de rim (54 com doador falecido e oito com doador vivo), 24 transplantes de fígado, 17 de coração e quatro de medula.
Os transplantes de fígado e de coração foram todos feitos no Instituto de Cardiologia do DF, que tem convênio com a SES e opera pacientes da rede pública de saúde, assim como o Hospital Universitário de Brasília, que faz transplantes de córnea.
A maior parte da doação de órgãos para transplantes veio do Hospital de Base do DF, com 33 doadores. O aumento na captação de doadores pode se explicado, segundo Daniela, pela maior eficácia na manutenção dos pacientes em morte cerebral e pela melhoria na comunicação de potenciais doadores atendidos nos serviços de emergência e unidades de terapia intensiva da rede.
“Desde a chegada do secretário Rafael Barbosa, a saúde tem aumentado o seu compromisso com a população e está intensificando os mutirões para diminuir a fila de espera”, afirmou a coordenadora.
Graças a este trabalho a SES conseguiu reduzir significativamente a fila de espera por transplantes, registrando em sua demanda 147 pessoas a espera de um rim, 21, de fígado, 16 de córnea, 4 de coração e nenhuma de pulmão.
As cirurgias são feitas de acordo com a captação de órgãos, que segue rigorosamente a fila, como frisa Daniela.