Depoimento do segundo envolvido no caso da 113 Sul, Paulo Cardoso Santana, 23 anos, que continua preso em Montalvânia (MG), revela mais detalhes do assassinato. No entanto, contradiz a versão de Leonardo Alves, que confessou a autoria do triplo homicídio.
Paulo afirmou em depoimento para o delegado, José Roberto Soares, que o encontro entre Leonardo e o ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral, José Guilherme Villela, nunca aconteceu. Segundo ele, os dois já saíram de Montalvânia com a intenção de praticar o crime.
O acusado disse em depoimento, que insistiu para que Leonardo o trouxesse para Brasília, pois ele afirmou que ganharia dinheiro fácil. “Ele me disse que tinha como ganhar fazer uma parada para ter dinheiro fácil, fiquei pedindo pra ele levar, até que ele concordou”, disse Paulo. Ao chegar a Brasília, os dois ficaram escondidos em uma praça próximos ao prédio, em seguida, entraram pela porta de trás do local, que costumava ficar aberta.
Ao revelar os detalhes, Paulo contou que eles usaram o cotovelo para abrir a porta do elevador e sempre evitavam usar as mãos. Ambos Ficaram escondidos no 6° andar do prédio e assim que Vilella apreceu, eles já o abordaram. Leornado Alves disse que eles ainda lavaram abandonaram o local assim que cometeram o crime, mas, Paulo afirmou que eles ainda lavaram a faca, usada para assassinar o casal e empregada e jogaram ela no rio Porçãozinho, em Montalvânea (MG).
Contradição
De acordo com a delegada Deborah Menezes, a ex-empregada do casal Villela, Guiomar Barbosa Cunha declarou em que não poderá afirmar que o homem que ela viu próximo ao prédio é mesmo Leonardo.””Não deu para conhecer bem, mas era parecido com o porteiro”, disse Guiomar. Ela questionou que estava sem óculos no dia e por isso não pode ver direito.
Queima de arquivo
A delegada responsável pelo caso, Deborah Menezes confirmou nesta quinta-feira (17), a denuncia de um homicídio realizado por Paulo Cardoso, acusado de ser comparsa do ex-porteiro no crime da 113 Sul. De acordo com a delegada, a vítima foi um travesti que costumava freqüentar o bar de Leonardo Alves, em Montalvânia (MG).
Em uma noite, a mulher de Leonardo reparou a jóia que o travesti estava usando e comentou. Em seguida, ele teria dito que o marido, Leonardo, havia te vendido a jóia. Foi então que Paulo ficou preocupado com as declarações do travesti e resolveu mata-lo, como queima de arquivo. Além disso, ambos voltaram para cidade sem a preocupação de esconder o dinheiro, pelo contrário, adquiriram veículos e compras com valores altos.