Amanda Karolyne
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Salas de reuniões, mesas compartilhadas por empresários e empreendedores de diversas áreas e um café para trocar experiências. Essas são algumas características dos espaços coworkings, um novo método de fazer negócios. Para autônomos e para quem costuma trabalhar em casa, é a solução para reduzir os custos operacionais e aumentar a produtividade. De acordo com o Censo Coworking Brasil 2016, pesquisa recente realizada por organizações de economia criativa como Movebla e Ekonomio, no Brasil existem mais de 378 espaços coworking. No Distrito Federal são 11, mas a tendência é que esse mercado venha a crescer.
Em abril de 2017 foi inaugurado na 206 Norte do Plano Piloto o Manifesto Coworking, com a ideia de ser um ambiente de troca de ideias entre empresas. Um dos responsáveis pelo local, Leonardo Ornelas Pereira, 24 anos, conta que a ideia de empreender neste ramo mais alternativo surgiu porque ele trabalhava na área de marketing do Red Bull, mas ficou sem escritório. O amigo e empresário Eduardo Mujica, 26, o convidou para usar o espaço físico da empresa dele.
O que é essencial
Espaços devem oferecer:
– Serviço de internet
– Ar-condicionado, mesas e cadeiras modernas e dinâmicas, e um local sempre limpo, com a devida manutenção.
– Sistema de telefonia
– Serviços de impressão
– Ambientes de convivência
– Salas para reunião
– Salas privativas
– Serviços de conveniência, como motoboy e correio
– RecepcionistaVantagens desse modelo de negócio:
– Redução de custo operacional
– Investimento Inicial Zero
– Agilidade nas atividades operacionais de um escritório
– Networking profissional
– Networking pessoal
– Ambiente empresarial moderno
– Foco na atividade-fim do seu negócio
“A gente viu que isso estava agregando muito aos dois, porque quando eu precisava de contato, eu pegava com ele e vice e versa”, menciona. Ainda compartilhavam o local com uma empresa de design. Depois de pesquisas e visitas a empresas coworkings, eles resolveram praticar esse modelo de negócio e viraram sócios, juntos aos irmãos Alexandre e Eduardo Coelho.
Para ele o coworking é um modelo de negócio em que a comunidade se nutre dos benefícios que ela tem para oferecer. “Você é um designer e precisa de um programador para o site. Sabendo que ali na frente tem um programador, conversando com ele, vai conseguir cliente e fornecedor no mesmo espaço”, exemplifica.
“Tudo que temos aqui é um suporte para o que é o coworking de fato, conhecer pessoas novas e acelerar negócios com as conexões”. O Manifesto Coworking tem salas de reunião, estúdios, auditórios, área de brainstorms – uma espécie de dinâmica para desenvolver a criatividade da equipe de trabalho, e um espaço “relax” com copa. Tudo para profissionais de áreas muito diferentes umas das outras.
Símbolos de novo modelo
Uma das empresas pioneiras em Brasília, a Multiplicidade Coworking, tem na recepção de clientes, um cachorro chamado Lean. Isso vem de uma outra vertente dos coworkings que se denominam “PetFriendly”, um local de trabalho que pode receber os bichos de estimação. O escritório compartilhado é também um café com produtos regionais.
De acordo com o gerente de projetos Alexandre Nasiasene Gomes, 45, esse modelo de trabalho é formador de empreendedores e faz ligação de pessoas. “Os coworkings estão crescendo porque existe uma necessidade, uma demanda”.
O plano mais barato de uso do espaço, é o de 16 horas que custa R$ 80 reais. Trabalhando nesses espaços, João Neves usa o escritório para trabalhar numa editora de animação. “É uma alternativa para quem trabalha de casa”, diz. “Além disso, o aluguel e outros custos são menores, e não ficamos tão sós”. Ele lembra da liberdade que esse ambiente dá para os residentes.
José Eustáquio Moreira, um dos economistas do Conselho Regional de Economia, afirma que o coworking tem sido uma tendência cada vez maior nesses últimos tempos. “Começaram como empresas grandes que alugavam endereços CNPJ e com a crise veio a ideia de compartilhar estruturas”.