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Brasília

Noivas temem calote após decoradora do DF cancelar contratos

Colaborador JBr

03/01/2017 18h28

Atualizada 09/01/2017 20h27

Amanda Magalhães, de 23 anos, é uma das noivas que prestaram queixa nesta terça-feira. Foto: Hugo Barreto

Joyce Coelho
joyce.coelho@jornaldebrasilia.com.br

O sonho de toda mulher é o dia de seu casamento. Mas o que tinha tudo para ser o momento mais aguardado acabou deixando muitas noivas desesperadas. O motivo foi o fechamento repentino da decoradora de casamentos Flores em Festa, localizada na QNA 2, em Taguatinga Norte. Temendo calote, um grupo formado por 44 mulheres prestou queixa na Policia Civil do DF na tarde desta terça-feira (3) contra a empresa. Após receber o dinheiro das clientes, o proprietário Junior de Paula teria alegado “rescisões contratuais” por problemas financeiros e cancelado todos os contratos. De acordo com as denunciantes, o prejuízo às noivas já ultrapassa o valor de R$ 100 mil.

Foto: Reprodução/Facebook

Foto: Reprodução/Facebook

O empresário postou em sua rede social um comunicado informando que “a empresa havia falido e precisaria encerrar as atividades”. Junior alega não ter condições de cumprir os devidos contratos. Por fim, disse que “entrará em contato e tentará um acordo para ressarcir todas as mulheres prejudicadas.”

Para Amanda Magalhães, de 23 anos, que tem o casamento marcado para agosto, a decepção é enorme. “Sei que tenho algum tempo ainda para me organizar, mas como fica o meu emocional? Confiei na empresa para estar realizando um dos melhores momentos da minha vida e olha só o que aconteceu. É um baque e tanto”, admitiu.

A contadora Larissa Karkour, de 25 anos, conta que sofre o drama pela segunda vez, em menos de um mês, pois passou por uma situação parecida com um buffet, em dezembro. “Não consigo mais confiar em ninguém, estou sem chão. Já é a segunda vez que isso acontece, estou sem buffet e agora sem decorador. O que era para ser o dia mais esperado tem se tornado um pesadelo. Parece que hoje em dia um contrato não vale nada”, desabafa.

Já o drama da autônoma Tatiana Rocha, de 27 anos, aumenta a cada minuto que passa. Ela se casa no próximo sábado (7) e já pagou por todo o serviço. “O último contato que eu tive com o Junior foi no dia de ver a prévia do meu buquê, quando ele me entregou uma amostra do arranjo, há cerca de três semanas”, conta. A noiva relata que na última sexta-feira (30) tentou contato com o contratante pelo whatsapp, mas não obteve retorno. “Ontem, vi a postagem sobre o cancelamento e a possível falência. Estou desamparada, meu casamento é sábado e fica complicado fechar um novo contrato com outra empresa assim, em cima da hora”, lamenta.

A Polícia Civil investiga o caso. O Jornal de Brasília tentou contato com o proprietário da empresa, mas não conseguiu respostas até esta publicação.

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