Luís Augusto Gomes, do Jornal de Brasília
Dona de 13 quitinetes na Rua 24B do Residencial do Bosque, em São Sebastião, onde morava, Cleuza de Oliveira, 63 anos, foi encontrada morta, ontem, às 7h30, na suíte onde vivia um de seus inquilinos. Cleuza foi morta a golpe de martelo, no rosto. E teve os braços quebrados.
Há três meses, ela alugou um dos imóveis para um homem. No mês passado, o inquilino teria pago apenas parte da dívida. Ela o pressionava para receber o restante do pagamento. Cleuza estava desaparecida desde a tarde de quinta-feira, quando foi vista em um posto de saúde, no bairro. Ela era separada, não tinha filhos e morava só, numa casa perto das quitinetes. Suas irmãs também moravam na vizinhança.
No dia seguinte ao desaparecimento, parentes e inquilinos perceberam a ausência de Cleuza. A porta da casa dela estava aberta, mas não havia sinais de arrombamento e nem suspeita de furto. Preocupados, uma vez que a idosa não tinha o hábito de sair sem dar notícias, uma das suas irmãs registrou ocorrência de desaparecimento, na 30ª Delegacia de Polícia (São Sebastião).
sangue
Na manhã de ontem, um sobrinho de Cleuza abriu a janela da quitinete do inquilino – que também está desaparecido – e viu a tia morta. A polícia foi chamada. Investigadores encontraram o martelo sujo de sangue. Um brinco da vítima foi encontrado no quarto.
A perícia do Instituto de Criminalística (IC) comprovou que o martelo foi a arma usada no crime. O dono da ferramenta prestou depoimento ontem. Segundo os policiais, ele contou que o inquilino pegou o martelo emprestado dizendo que iria “desmontar uns móveis”. Segundo o delegado Nathan da Silva Neto, o inquilino desaparecido é o principal suspeito do crime. “Preso, ele poderá ser indiciado por homicídio qualificado.”