O secretário do Conselho de Governo, Roberto Wagner, explicou ontem que o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) não acatou a denúncia da deputada distrital Liliane Roriz (PSD) contra o governador Agnelo Queiroz (PT) a respeito das recentes mortes de bebês no Hospital Regional de Ceilândia (HRC), ao contrário do que informou o Jornal de Brasília.
Em manifestação enviada à Procuradoria-Geral da República, a vice-procuradora-geral de Justiça do DF, Zenaide Souto, informou apenas que não era competência local fazer a apuração da conduta do governador do DF, “que possui prerrogativa de foro no Superior Tribunal de Justiça”.
“O Ministério Público do DF não acatou a denúncia. É um órgão excelente e viu que aquele assunto ia além da sua competência e recomendou que a parlamentar procurasse o órgão competente”, comentou o secretário.
Absurdo
“Liliane Roriz tem sido uma grande deputada. Mas parece que ela se esqueceu que seu pai Joaquim Roriz foi governador por três vezes. Ele tinha uma verdadeira obsessão pela Saúde, assim como o governador Agnelo. Roriz foi um excepcional gestor na Saúde. Mesmo assim muita gente morreu por doenças infecciosas, bactérias em hospitais. E ninguém processou o governador Roriz por isso. Já pensou se processassem o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), por cada paciente que morre nos hospitais de lá? Isso não tem lógica, é um absurdo”, comentou.
O secretário de Saúde, Rafael Barbosa, também se manifestou: “Não há investigação aberta sobre mortes no HRC.”
Do ponto de vista do secretário, ao divulgar que o MPDFT estaria investigando a Secretaria de Saúde por conta das mortes no HRC, a deputada tentou criar um factóide.