Após quatro meses de luta pela vida, o pequeno João Pedro morreu na Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal do Hospital Regional de Ceilândia (HRC). A morte foi registrada no último dia 16. Muito abalados, os pais saíram da cidade em viagem para se recompor devido à perda. Eles acusam o médico que trabalhava na noite do parto de negligência e entraram com ação judicial contra o Governo do Distrito Federal. Parentes apontam mais omissão do Estado pela demora da apresentação do laudo da perícia que apontaria os reais motivos que levaram João Pedro a complicações com consequências fatais.
De acordo com a denúncia da mãe, Izabel Cristina Ferreira da Silva, de 33 anos, o médico a teria deixado no início do trabalho de parto e não teria voltado, até que uma enfermeira ouviu os gritos dela e assistiu ao parto sem a presença do obstetra. Complicações de saúde levaram a criança ao estado de coma, que teve fim na terça-feira.
Para o tio da criança, Welinton dos Santos, o sentimento que ficou na família é de revolta. “Nos sentimos impotentes. Falaram que o laudo de perícia que apontaria as causas das complicações sairia em 30 dias. Já fazem quatro meses, e agora, caso seja necessário novos exames, o bebê está morto. Sinto revolta”, disse Welinton, que teme por mais um caso impune pela demora nas investigações. Ele diz que o pior foi o descaso. “Ninguém nos procurou ou deu satisfação. Pura falta de humanidade. Nos trataram como números”, disse, indignado.
Processos
João Pedro, que nasceu com 3,5 Kg, tinha conseguido chegar aos cinco, mas não suportou algumas paradas cardíacas nos últimos dias, segundo a tia dele, Vânia Maria Ferreira, 34 anos.
Leia mais na edição desta sexta-feira (19) do Jornal de Brasília