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Brasília

Moradores se mobilizam por mais segurança na Granja do Torto

Arquivo Geral

02/09/2010 8h08

Granja do torto

Falta mais segurança

Fotos: Glaucya Braga

O policiamento só é reforçado na região quando há evento no parque de exposições

Da Redação

redacao@jornaldebrasilia.com.br

 

Nem todos os brasilienses sabem, mas a Granja do Torto faz parte da Região Administrativa de Brasília (RA I). Mesmo fazendo parte da capital, a cidade tem enfrentado grandes problemas relativos à segurança pública nos últimos tempos. Os moradores do local se mobilizaram em torno da questão e em 2007 fizeram um abaixo-assinado com mais de 700 assinaturas para cobrar do GDF a criação de um posto policial na comunidade.

 

Segundo o prefeito comunitário, Marcelo dos Santos, que ocupa o cargo há um ano e oito meses, nada foi feito até o momento. “Continua a mesma coisa. Não temos posto policial ou delegacia e nem rondas ostensivas nas ruas”, disse. 

 

Marcelo tem 40 anos, mora na Granja do Torto desde que nasceu e realiza um trabalho voluntário. Foi eleito pelos habitantes. Ainda de acordo com ele, nos meses de abril e maio desse ano foram registrados sete roubos a residências na Granja do Torto. “Em alguns casos a tranquilidade para os bandidos foi tanta que estacionaram um caminhão ao lado da casa e levaram tudo que puderam”.

 

 

Outra reclamação de Marcelo dos Santos é relativa à demora da polícia em atender as ocorrências. “Quando chamamos a polícia ela demora tanto para chegar até aqui, que depois nem adianta”, afirmou.

 

O terceiro batalhão de Polícia Militar (3º BPM) é responsável pelo patrulhamento da região. Segundo a a Assessoria de Comunicação da PM, são feitas rondas em diversos horários na localidade, inclusive na parte da madrugada.

 

 

A Granja do Torto não possui policiamento fixo nem delegacia. Ainda de acordo com a PM, apenas duas ocorrências foram constatadas nos meses de julho e agosto. Nenhum homicídio foi registrado. 

 

Uma foi por danos ao patrimônio público e a segunda por uma briga entre dois homens. Para a polícia, a área não apresenta problemas mais graves e a construção de um posto policial ou delegacia não é necessária e não está prevista.

 

Leia mais na edição desta quinta-feira (01) do Jornal de Brasília.

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