Valtemir Rodrigues,
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À beira da falência. Esta é a dura realidade enfrentada por algumas das cooperativas de micro-ônibus do transporte coletivo do Distrito Federal. Muitas têm dívidas a quitar com instituições financeiras, como o Banco de Brasília (BRB), e, como o lucro é pouco, dizem que correm o risco de não poder arcar com os custos e falir. Uma alternativa tem sido cada dono de micro-ônibus assumir o ônus e o bônus de sua linha ou carro.
Durante o fórum Transporte público de Qualidade é a Solução, promovido pelo Jornal de Brasília, com apoio do Governo do Distrito Federal, esse tema entrou em debate. O representante da Cooperativa do Transporte Alternativo (Coopatran), Luís Flávio Batista, diz que muitos cooperados estão com dívidas elevadas, lucros reduzidos e sem condições de renegociação. “Precisamos que o governo pense em algum mecanismo para que os carros não deixem de rodar, prejudicando, dessa forma, os passageiros.”
Batista explica que uma das principais causas desta situação é o fato de o governo anterior não ter cumprido o edital de outorga das linhas. “O edital previa passagem de R$ 2, mas o governo determinou que fosse cobrado apenas R$ 1 e não pagou a diferença”, lembra. Ele explica que muitos cooperados venderam bens para participar da licitação contando com uma arredação estimada com base no valor previsto no edital.
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