Jessica Antunes
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Cerca de 160 mil pessoas deram de cara com os portões fechados do Metropolitano de Brasília (Metrô) na manhã desta sexta-feira (30). Os metroviários aderiram à Greve Geral organizadas por entidades contrárias à Reforma Trabalhista e da Previdência, propostas pelo governo de Michel Temer. Os 36 trens pararam e as 24 estações sequer foram abertas.
Ontem, a Justiça Federal autorizou a paralisação, mas determinou que 30% do serviço fosse mantido. Apesar disso, a companhia disse que não teria como rodar com esse efetivo e decidiu não rodar nesta sexta por questão de segurança.
Moradora de Ceilândia, a monitora escolar Aline Barbosa, 27 anos, não sabia como chegaria ao trabalho, no Guará. “Normalmente aqui é ruim de ônibus para lá. Costumo pegar o metrô, que é mais rápido, mais perto e passa lá”, revelou.
O expediente começa às 9h, mas já às 7h40 esperava por qualquer transporte para o rumo do trabalho, mas ela não queria pegar transporte irregular. “Eu não tenho coragem. Acho que a gente tem que se precaver porque é perigoso. Não tem nenhuma garantia de segurança”, justifica.
No trabalho, a informaram que não perderia o salário do dia, já que a possível ausência foi provocada pela falta de transporte. “Muitos patrões não entendem. Acham que não tentamos o suficiente e que poderíamos ter feito mais para chegar ao trabalho, mas, apesar da crise, temos que colocar a segurança em primeiro lugar”, opina.
- Jéssica Antunes/Jornal de Brasília
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Decisão contrariada
A Justiça do Trabalho decidiu garantir o funcionamento mínimo de 50% da frota do transporte público de ônibus do DF. “Nos serviços ou atividades essenciais, os sindicatos, os empregadores e os trabalhadores ficam obrigados, de comum acordo, a garantir, durante a greve, a prestação dos serviços indispensáveis ao atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade”, apontou a decisão. No entanto, os ônibus também não saíram das garagens.









