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Brasília

Metrô e ônibus descumprem ordem judicial e não irão circular nesta sexta

Arquivo Geral

28/04/2017 17h25

Foto: Myke Sena

Eric Zambon
eric.zambon@jornaldebrasilia.com.br

O transporte público do DF vai permanecer parado até o fim da greve geral, programada para 23h, e, com isso, a decisão judicial da 5ª Vara Federal do DF será descumprida. A liminar foi obtida na manhã desta sexta-feira (28) pela Advocacia Geral da União (AGU), que atuou nesse sentido em outros estados para evitar também o bloqueio de vias.

A AGU informou que tanto Metrô quanto rodoviários deveriam disponibilizar pelo menos 30% da frota total aos cidadãos, sob pena de os sindicatos das categorias serem multados em R$ 1,6 milhão. Apesar disso, até às 17h30 desta sexta, a rodoviária continuava vazia e as estações permaneciam fechadas para acesso dos usuários.

A Companhia do Metropolitano justificou, por meio do Twitter, que “para garantir segurança na operação, é necessário o mínimo de 75% dos empregados do Metrô-DF”. Portanto, nenhum trem poderia ser utilizado sem esse contingente mínimo. O DFTrans, por sua vez, lavou as mãos e jogou a responsabilidade nas empresas e nos sindicatos.

Conforme a assessoria, a responsabilidade por colocar a frota de ônibus de volta às ruas era dos grevistas. O órgão informou também que só poderia fiscalizar o cumprimento da ordem judicial caso recebesse a confirmação de que todos os sindicatos foram notificados oficialmente.

A manifestação contra as reformas previdenciária e trabalhista ainda ocupa a Esplanada dos Ministérios, sem registro de incidentes, conforme a Polícia Militar. No auge do protesto, por volta do meio-dia, havia 3 mil pessoas, segundo a PMDF, e 30 mil em público rotativo, conforme a Central única dos Trabalhadores (CUT). A última atualização estima 1 mil pessoas em frente ao Congresso.

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