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Brasília

Meta alcançada: família consegue dinheiro para fazer exame em bebê

Arquivo Geral

26/10/2018 12h32

Foto: Arquivo pessoal cedido ao JBr

Tainá Morais
redacao@grupojbr.com

Em apenas três dias de campanha, a família do bebê Felipe Marques Oliveira conseguiu o valor de que precisava para realizar um exame na Alemanha e descobrir qual é síndrome que acomete o menino de um ano de idade. Até a publicação desta matéria, mais de R$ 22 mil haviam sido arrecadados. O exame custa R$ 20 mil. O restante do dinheiro será aplicado no tratamento do pequeno — custeará exames, medicações e equipamentos necessários.

A mãe de Felipe, a administradora Aline Marques dos Santos, 33, disse à reportagem do Jornal de Brasília que a conquista da meta ocorreu devido à mobilização de todos os amigos, familiares e de quem se dispôs a contribuir com a vaquinha. “Muito obrigada a todos pelas doações, compartilhamentos e demonstrações de carinho”, agradeceu.

As expectativas, agora, são as melhores. A esperança de que Felipe terá direito a um tratamento específico também aumentou. “Agora, vamos em frente para realizar esse exame. Vou mandando notícias de cada etapa até a conclusão. Peço muitas orações e energias positivas para que o exame nos mostre alguma coisa. Em nome de nossa família, obrigada”, declara Aline dos Santos.

Leia mais: Família faz vaquinha para pagar exame e descobrir síndrome de bebê

Foto: Arquivo pessoal cedido ao JBr

Nascimento
Segundo a Aline Marques dos Santos, o bebê apresentou uma série de complicações durante a gestação: excesso de líquido amniótico (polidrâmnio), artéria umbilical única e estreitamento do esôfago. Prematuro, ele precisou ser entubado assim que nasceu.

Em seguida, Felipe foi diagnosticado com síndrome do desconforto respiratório precoce, artrogripose (malformação fetal que compromete as articulações), fratura no úmero, anemia e sepse — mais conhecida como infecção generalizada.

Na mesma época, o menino foi avaliado por um otorrinolaringologista e identificado uma disfagia grave (doença caracterizada pela dificuldade de engolir).

Foto: Kleber Lima/Jornal de Brasília

Internação
A partir das descobertas de diversas doenças acumuladas, começou o drama dos pais do bebê. Foram cerca de 70 dias internado e, até hoje, ele sempre retorna ao hospital com alguma complicação. “Ele passou os primeiros sete meses internado, praticamente. Meu filho nunca ficou dois meses seguidos em casa. A vida dele é essa, vai e volta”, desabafa Aline.

A segunda internação ocorreu no Hospital Brasília quando Felipe estava com três meses e seis dias. O motivo, dessa vez, foi uma bradicardia — que resultou em outra infecção generalizada, superada pelo bebê.

Em seguida, o menino recebeu o tratamento e teve alta. O drama, porém, não acabou ali. Felipe ficou em casa por 13 dias e foi submetido a uma nova internação para colocar um acesso venoso e tratar de uma nova infecção que evoluiu para bacteremia (quando há bactérias na corrente sanguínea). Com isso, ele precisou ficar internado por mais 50 dias.

O último susto ocorreu em setembro deste ano, quando o menino foi internado novamente, totalizando as 70 vezes. O quadro era de crises convulsivas de difícil controle. “Como não sabemos o que ele tem, não sabíamos o que fazer. E desde esse dia ficamos com medo do que ainda pode acontecer com meu filho”, desabafa a administradora.

Exame
É necessário enviar uma amostra de sangue de Felipe um laboratório na Alemanha, onde o DNA dele será investigado. Isso permitirá a detecção de mutações genéticas e facilitará o diagnóstico da doença.

“Esse exame pode não resolver o caso dele, mas pode ser útil para alguma outra criança que pode nascer com o mesmo problema e os pais não sabem como tratar”, diz a mãe.

Até o momento, foram arrecadados mais de R$ 22 mil. Segundo a mãe do garoto, o valor que a família não utilizar no exame será aplicado para qualquer necessidade de Felipe.  “A sua colaboração será de grande importância para ajudá-lo a ter uma qualidade de vida melhor e prosseguir com a possibilidade de um tratamento adequado”, explica.

Para ajudar o bebê, acesse o site: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/ajude-a-descobrir-a-sindrome-do-felipe.

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