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Brasília

Mesmo tombado como patrimônio, Cruzeiro tem problemas de acessibilidade

Arquivo Geral

16/11/2009 0h00



Percorrer um labirinto. Esta é a sensação comum de muita gente que já se perdeu ou teve dificuldades de se localizar na região do Cruzeiro. Além disso, o lugar apresenta imagens de abandono e sucateamento. São comuns as áreas descampadas, calçadas irregulares, caixas de esgoto e de eletricidade, pichações e falta de acessibilidade. E, embora faça parte da Região tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan) e seja de grande importância para a história de Brasília, as soluções estão longe.


O morador Salin Sidartha, que também é prefeito comunitário do Cruzeiro Novo, em poucos minutos relata uma série de problemas que afetam a imagem do lugar, bem como a vida dos habitantes, e critica: “É inacreditável todo este abandono praticamente dentro do Plano Piloto”.


Ele afirma que o Cruzeiro Velho e o Novo têm problemas de acessibilidade.  Para ver, basta um breve passeio pelas calçadas ao redor dos prédios e entre as quadras. Caixas da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) de até um metro de altura fazem com que o pedestre tenha de sair  da calçada. Rampas e obstáculos colocados perto dos prédios pioram a situação. Entre as quadras, grande parte dos passeios está destruída e a passagem é, muitas vezes, ocupada por mato. “É impossível um cadeirante circular aqui sozinho”, diz Salin.

Criadouro de mosquitos

No Cruzeiro Novo, as caixas de energia, localizadas nas entradas das quadras, além de dificultar a visibilidade dos motoristas, estão se tornando criadouro de mosquitos, pois acumulam água da chuva nas lajes. “E não é só isso, torna-se um espaço para que assaltantes possam se esconder”, acrescenta o morador. Para ele, a solução seria construir as caixas sob o solo.


Ainda no Cruzeiro Velho, no espaço comercial Cruzeiro Center, os comerciantes se queixam da falta de cobertura, da estrutura velha e do piso irregular. “O problema é maior, pois as grelhas acumulam lixo, acrescenta  Manoel Bezerra, comerciante.

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