Cristina Sena, Caetano Tonet e Soraya Sobreira
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A longa espera em paradas de ônibus não tem data para terminar. O problema é que a redução de 30% da frota em horários de maior fluxo deve permanecer, mesmo que haja acordo sobre o reajuste do salário da categoria e a greve, marcada para segunda-feira, não ocorra. A solução do problema depende dos empresários do setor, que devem contratar mais funcionários e pagar horas extras.

A redução é baseada em decisão judicial. Com jornada de seis horas diárias, os rodoviários faziam ainda meias viagens. A jornada excedente, em percurso reduzido, podia chegar até quatro horas e era paga por produtividade. Tratava-se de uma estratégia para manter a quantidade de ônibus em circulação nos horários de pico. Agora, o rodoviário que trabalhar além do expediente deverá receber no regime de horas extras.
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