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Brasília

Maus visitantes

Arquivo Geral

28/10/2016 7h00

Atualizada 27/10/2016 13h48

As semifinais da Copa do Brasil reúnem, nas duas partidas, duelos entre gaúchos e mineiros. Começaram na noite de quarta-feira com o Internacional recebendo o Atlético Mineiro, no Beira Rio; e o Cruzeiro sendo anfitrião do Grêmio, no Mineirão. Nos dois casos os visitantes venceram, o que faz antever, ou esperar, que o duelo Rio Grande do Sul x Minas Gerais continue na decisão. Favoritismo? Sinceramente, neste momento, as situações do Galo e do tricolor gaúcho são bem confortáveis, mas daí a falar em favoritismo…

O que deve pesar, muito, nos dois casos é justamente a situação dos mandantes de anteontem: tanto o Colorado, quanto a Raposa, ainda correm riscos com relação ao Z-4 do Brasileiro. E, convenhamos, tirar uma diferença como a que foi imposta na partida de ida… Talvez seja melhor, mesmo, pensar apenas no Brasileiro e deixar a Copa do Brasil de lado. Melhor para o Galo e para o tricolor gaúcho, que veem, assim, aumentar suas chances de chegar ao troféu (o Grêmio pela quinta vez, o que iria transformá-lo no maior ganhador da competição; e o Atlético Mineiro pela segunda vez – nos dois casos, com vaga assegurada na Libertadores).

Com o controle remoto na mão, fiquei indo e vindo nestas duas partidas, nos dois jogos dos brasileiros na Sul-Americana, e no jogo do Vasco pela Série B. Gostei muito do que vi na partida do Beira Rio. Times vibrantes, querendo jogo. Percebi o sofrimento de Celso Roth a cada chance perdida pelo seu Internacional. No Mineirão, de pouco adianta o treinador Mano Menezes “assumir” o erro após a derrota contundente. Como escrevi, virar o jogo, ou melhor, o resultado, está muito complicado. Melhor pensar, mesmo, nos dois casos, apenas no Brasileiro – ou devolverem as indelicadas visitas da primeira partida…

Um dentro, um fora

Fiquei impressionado com a chuva que desabava em Chapecó. Cheguei a pensar que não ia ter jogo. Deve ter falado mais alto a pouca disponibilidade de datas das equipes e da Conmebol para tocar o jogo de volta das quartas-de-final da Copa Sul-Americana. Mesmo assim teve jogo. E a Chapecoense provou, mais uma vez, que para batê-la na Arena Condá não é fácil, não. Precisando de uma vitória por dois gols de vantagem sobre o Junior de Barranquilla, da Colômbia, o alviverde do Oeste catarinense foi buscar jogo – e levou. Quando estava com dois gols de vantagem levou alguns sustos, mas aí marcou o terceiro e fechou o caixão, com calma.

Calma foi o que faltou ao Coritiba. Enfrentando o atual campeão da Libertadores, o também colombiano Atlético Nacional, mas fora de casa, o Coxa saiu na frente – mas acabou atropelado pela categoria de Borja, que simplesmente marcou três vezes e virou o jogo e garantiu a vaga para a sua equipe. Com um brasileiro e um colombiano dentro (e um brasileiro e um colombiano fora), não haverá mudança nos cruzamentos (se dois times do mesmo país chegam à semifinal eles obrigatoriamente se enfrentam nas semifinais): o Cerro Porteño, do Paraguai, enfrentará o Atlético Nacional, da Colômbia; e a Chapecoense espera o ganhador de San Lorenzo (da Argentina) contra Palestino (do Chile) – definição ocorreu no início desta madrugada, com o time argentino levando dois gols de vantagem da primeira partida, realizada em seu estádio.

Crise, crise, crise

Como a televisão precisava de uma partida para passar para o Rio de Janeiro, o Vasco antecipou, ou adiou, sei lá (os jogos da Série B são às terças, sextas e sábados), seu confronto contra o Avaí para a noite de quarta-feira. Uma noite estranha no Rio: fazia calor, mas o tempo ameaçava chuva. Forte. E o Vasco, mesmo em seu São Januário, parece estar fazendo questão de realmente não ser ao menos o campeão da Segundona nacional. Se o resultado o manteve na vice-liderança, segurando o Avaí em terceiro com três pontos atrás, a briga pelo título começa a ficar distante. E, como em casa onde falta pão todos brigam e ninguém tem razão… A galera vascaína criticou intensamente a equipe e, também, o presidente do clube, que proibiu a presença das torcidas organizadas após os protestos pela derrota diante do CRB. E isso porque o Vasco, desde o início da competição, está no G-4…

Balançou, mas não caiu…

Imagine estar num estádio de futebol e, de repente, ver tudo balançar. Foi isso que aconteceu com os torcedores que estavam no estádio Adriático, na Itália, durante o jogo Pescara x Atalanta. Tudo por conta da série de terremotos da tarde (para nós) de quarta-feira. A partida chegou a ficar interrompida por três minutos, mas como tudo ficou no lugar, prosseguiu. No jogo entre Fiorentina x Crotone também houve paralisação, mas aí a culpa foi da chuva (Florença também sentiu os abalos de um segundo tremor).

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