Menu
Brasília

Matar ou morrer

Arquivo Geral

21/09/2016 7h00

Não tem rodada do Brasileiro, mas temos muita emoção para quem gosta de futebol, hoje, pela Copa do Brasil. Vários treinadores fazem mistério sobre como escalarão seus times, afinal de contas, o que é mais importante: passar de fase no mata-mata ou poupar os jogadores para recuperar-se no Brasileiro? Ricardo Gomes, no São Paulo (que enfrentará o Juventude) e Celso Roth (no Internacional) são exemplos desta dúvida. E o Galo? Vai com tudo contra a Ponte Preta, correndo o risco de perder jogadores para a reta final do Brasileiro onde ainda sonha com o primeiro lugar ou aceita o que vier do confronto contra a Ponte Preta? E o Corinthians? Sem treinador, vai partir para cima do Fluminense como se não houvesse amanhã ou aceitará a instabilidade do tricolor carioca? Santos ou Vasco? O gol marcado no finzinho do jogo acendeu novas esperanças no time de São Januário. Mas a equipe da Vila Belmiro, distante de Palmeiras e Flamengo no Brasileiro, vai se expor na Copa do Brasil ou não?

Gauchadas

Brasília é a capital de todos os brasileiros. Cidade que reúne, sem problemas, brasileiros vindos do Norte, do Sul, do Nordeste… Todos chegaram, chegam e chegarão sabendo que irão encontrar algum conterrâneo. Daí, não há mal algum em falar-se dos clubes gaúchos com a mesma ênfase, por exemplo, com que se fala das equipes do Rio de Janeiro, de São Paulo ou (como é cosmopolita a capital federal) do Barcelona. Por razões distintas, então, hoje este colunista vai se dedicar a falar um pouco sobre os gaúchos no Brasileiro.

Claro que as primeiras atenções se voltam para o Internacional. Tricampeão brasileiro, campeão da Copa do Brasil (título conquistado com grave erro de arbitragem, mas o clube não tem nada com isso), campeão da Libertadores, da Recopa continental, do Mundial de clubes… Campeão de tudo, como fazem questão de dizer os colorados, o Internacional chafurda no lodaçal do Z-4 do Brasileiro. E tem tempo que isso acontece (fazendo questão de lembrar que o Internacional chegou a liderar o Brasileiro).

Nesta 26ª rodada que terminou na noite de segunda-feira, com a partida entre o lanterna do Brasileiro (América Mineiro) e Internacional, a vitória coube ao Coelho. Com os três pontos, a equipe mineira permaneceu em último lugar. Já o Internacional… Bem, o time gaúcho não apenas continuou no Z-4 como viu estacionar em dois pontos a distância para fora da área de risco – e isso porque o Vitória, em casa, domingo, não conseguiu passar pelo Botafogo, outro que até outro dia estava correndo riscos.

Ora, dirão os mais otimistas, dois pontos se tiram numa rodada. É verdade. Mas quem, em são consciência, hoje, apostará que o Internacional (1) vai derrotar o Atlético Mineiro, em Belo Horizonte, e que (2) Vitória e Figueirense perderão, em casa, respectivamente para São Paulo e Santa Cruz? Perceberam a situação? Na atual conjuntura, o Internacional não depende apenas de seus esforços para sair da área da degola. Precisa de uma combinação favorável de resultados que envolve outros quatro times, pelo menos. E, também, é interessante lembrar que um destes quatro é tão grande quanto ele (refiro-me ao São Paulo).

Já o Grêmio, apesar dos últimos maus resultados, consegue respirar. Talvez respire por causa da grave crise do rival, mas respira. São seis jogos sem vencer, três derrotas consecutivas e o plano de ser campeão, ou ao menos permanecer no G-4, foi trocado por um modesto 11º lugar. Havia a necessidade de mexer com o time. E o que fez a cartolagem gremista? Foi buscar dois ícones do clube para sacudir o Olímpico. E vieram Renato Portaluppi (o Renato Gaúcho) e Valdir Espinoza. Ambos protagonistas do Mundial conquistado pelo clube há mais de três décadas. Dois boleiros, papo bom, especialistas em “grupo”.

Malandro, Renato chegou dizendo que a situação não é boa, mas que dá para pensar em melhorar. Já falou que pode chegar ao G-4, mas pretende dar maior atenção à Copa do Brasil (inteligente: o Grêmio ganhou do Atlético Paranaense, em Curitiba, por 1 a 0 e joga por um empate logo mais para seguir adiante). Aí, vem a coisa da motivação: classificando a equipe na Copa do Brasil, domingo, contra a Chapecoense, no Olímpico, uma vitória faz o Grêmio subir ao menos duas posições (dependendo da combinação de resultados, até mais). E tome “o vestiário ficou mais leve”, “o grupo está fechado” e outras frases feitas típicas do futebol. Foi o que o Grêmio buscou. É o que pode ser alcançado – lembrando que tudo isso dependerá de um triunfo sobre o Furacão, na Copa do Brasil.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado