Menu
Brasília

Mais de 70% do cerrado devastado em sete anos

Arquivo Geral

03/09/2010 7h56

André Levino

redacao@jornaldebrasilia.com.br

 

A vegetação do Distrito Federal possui a maior biodiversidade do mundo. Contudo, essa riqueza ecológica está em ruínas. Até 2008, 70,63% do Cerrado do DF foi desmatado. Dos 5.802 quilômetros quadrados da área do total do bioma, 4.098 quilômetros quadrados estão devastados. O DF é a terceira unidade da federação, em números relativos percentuais, com maior parte destruída do Cerrado original, dos 12 estados que possuem o bioma. Os dados são da pesquisa Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (IDS) – 2010, divulgada, na quarta-feira, pelo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

 

O estudo mostra temas voltados para as questões ambientais, incêndios florestais e tópicos econômicos e institucionais, referentes ao período entre 2002 e 2008. Dos 2.038.953 quilômetros quadrados do bioma no Brasil, 48% já foram destruídos. Restam 1.052.706 quilômetros quadrados. O estado de São Paulo ocupa o primeiro lugar com 90% de sua vegetação do Cerrado devastada. Em números absolutos, corresponde a 73.185 quilômetros quadrados dos 81.137 quilômetros quadrados da cobertura total. O Mato Grosso do Sul vem em seguida com 75,87%. O número indica 163.897 quilômetros quadrados de localização devastada. Os dois estados possuem outros biomas em seus territórios. Em SP, o desmatamento ocorre devido a produção de biocombustível (cana-de-açúcar). No MS, por conta do plantio de soja e a criação de gado. 

 

Segundo o diretor do programa do mestrado em Planejamento e Gestão Ambiental da Universidade Católica de Brasília (UCB), Genebaldo Freire, a principal causa da devastação no DF é a especulação imobiliária, pois as áreas verdes deram lugar às cidades. O que resta do Cerrado do DF aparece nas unidades de conservação, compostas pelo Parque Nacional de Brasília, Reserva de Águas Emendadas, Reserva Ecológica do IBGE e Jardim Botânico. “A expansão apressada e mecanizada é capaz de atropelar políticas ambientais, agroindustriais e de saneamento”.

 

Leia mais na edição desta sexta-feira (03) do Jornal de Brasília.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado