Mais de 60 mil pessoas que presenciaram, emocionadas, a 44ª encenação da Paixão de Cristo em Planaltina, nesta Sexta-Feira Santa (14), desde o início, às 16h. Em alusão aos 30 anos que a imagem de Nossa Senhora Aparecida foi encontrada no Brasil e aos 100 anos que a imagem de Nossa Senhora de Fátima foi vista em Portugal, uma estátua de aproximadamente dez metros da mãe de Jesus foi erguida no topo do morro.
Ao lado, o ator que interpreta Jesus, o advogado Marcelo Augusto Ramos, de 29 anos, foi erguido por um guindaste para ficar na altura da imagem. Todo ano é feita uma surpresa do tipo para o público do evento. Havia grande expectativa do que seria feito depois que ele foi elevado a mais de 30 metros de altura no ano anterior.
Participaram da apresentação cerca de 1,8 mil voluntários, dos quais aproximadamente 1,5 mil são atores do grupo Via-Sacra. Os outros fazem a parte do apoio técnico, como figurino, maquiagem e iluminação.
O governador em Exercício, Renato Santana, acompanhou com o público a subida dos atores até o topo do morro. Segundo ele, o evento movimenta a economia ao gerar renda para o comércio local. “O aporte de recursos do governo de Brasília para a Via-Sacra é um investimento”, disse ele.
Santana se referia a financiamento do governo ao projeto por meio de emendas parlamentares dos deputados distritais Claudio Abrantes (Rede) e Ricardo Vale (PT), executadas via Secretaria de Cultura. A verba, no total de R$ 1,1 milhão, foi usada para custear a infraestrutura.
Clima de tranquilidade
Os fiéis começaram a chegar horas antes do início da encenação da Via-Sacra. A manhã foi tranquila, de acordo com a Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social. Muitos aproveitaram para agradecer pelas graças alcançadas. Para outros, a visita ao Morro da Capelinha foi programa turístico.
Ao término da apresentação, a Polícia Militar do Distrito Federal, que mobilizou 585 homens no evento, registrou quatro ocorrências: um furto de objetos de dentro de um veículo, um flagrante de bicicleta roubada e duas armas apreendidas. A Polícia Civil do DF esteve presente com sua Delegacia Móvel.
Já o Corpo de Bombeiros Militar do DF teve 38 atendimentos, dos quais 34 foram desmaios, quedas de pressão e mal súbito. Um carro de venda de pipoca pegou fogo, e fogos de artifício usados na encenação causaram três incêndios, todos controlados. A corporação deslocou 215 militares e 21 viaturas e montou estrutura para atendimento pré-hospitalar, salvamento e combate a incêndios.
Com cinco pontos de distribuição gratuita de água ao público, a Companhia de Saneamento Ambiental do do DF (Caesb) teve esvaziados três caminhões com 500 litros cada. Dois veículos maiores com 5 mil litros cada duraram até o fim da encenação.
Já o Departamento de Trânsito (Detran-DF) mobilizou 58 agentes e 24 viaturas. O órgão cuidou da sinalização de toda a área do acesso da DF-250 à entrada do Morro da Capelinha. Também organizou a via exclusiva de pedestres e fez controle do estacionamento de carros credenciados. Uma equipe do Núcleo de Educação e Campanha de Trânsito prestou esclarecimentos à população sobre a importância do respeito à faixa de pedestre.
A Secretaria de Saúde atuou com três pontos de atendimento, distribuídos ao longo da ladeira do Morro da Capelinha. Também houve participação da Agência de Fiscalização de Brasília (Agefis), da Companhia de Eletricidade de Brasília (CEB), da Companhia de Urbanização da Nova Capital do Brasil (Novacap), do Conselho Tutelar de Planaltina I e da Defesa Civil.