João Porto
Dois meses se passaram e nenhuma pista contundente foi verificada pelas autoridades responsáveis na investigação dos seis adolescentes desaparecidos de Luziânia. As famílias ainda esperam ansiosas por notícias, mas como o inquérito corre em sigilo, nem os parentes próximos podem ter informações sobre as ações realizadas pela força-tarefa formada pela Polícia Civil goiana e a Polícia Federal para elucidar o caso.
Mariza Pinto Lopes, mãe de Divino Luiz, 16 anos, que desapareceu no dia 13 de janeiro, soube por vizinhos como andam as investigações. “Um morador aqui perto me contou que na chácara que ele trabalha o pessoal da polícia passou por lá para procurar pistas”, disse.
Na opinião de Mariza, os policiais que cuidam do caso estão empenhados em procurar respostas, mas ela e as outras mães estão atentas para que o desaparecimento dos filhos não caia no ostracismo. “Não vamos desistir dos meninos e faremos manifestações e tudo o que for preciso para conseguir respostas”, frisou a mãe.
De fato, existe um grupo de policiais federais que cumpre expediente na delegacia de Luziânia. Entretanto, informações sobre o caso estão cada vez mais complicadas de obter.
A reportagem do Jornal de Brasília falou com o delegado regional, José Luiz de Araújo, que estava em Goiânia para reuniões administrativas. O policial informou que não tinha novidades sobre o caso e que as reuniões em Goiânia não tinham como motivação o caso dos desaparecidos.
Leia mais na edição desta terça-feira (2), do Jornal de Brasília.