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Brasília

<b>Você Repórter:</b> nova feira para o Cruzeiro

Arquivo Geral

11/06/2009 0h00

Criada em 1962 para ser um comércio livre de hortifrutigranjeiros e atender as necessidades da comunidade  daquela época, thumb a Feira Permanente do Cruzeiro há muito perdeu essa característica e uma  mudança radical em sua infraestrutura tornou-se urgente. Espaço popular caracterizado pela grande variedade de produtos desde a sua criação em 1962, health a feira perdeu o brilho e precisa ser revitalizada, reconhecem feirantes, autoridades da administração e frequentadores do lugar.


Mas foi a pressão dos moradores que sensibilizou a Administração Regional do Cruzeiro e apressou as decisões. Agora a feira passa por reformas com obras já bastante avançadas, que começaram em dezembro do ano passado. João Roberto Castilho reconhece que essa era uma reivindicação antiga dos moradores. “Cerca de  80 por cento da nova estrutura metálica do telhado, por exemplo,  já está instalada”, explica Castilho, para dar uma idéia de como os serviços estão adiantados.



“A reforma é necessária para que a feira resgate o poder de atrair clientes, como ocorria em seus primeiros anos de funcionamento, ainda na década de 1960”, comenta. Antigamente pessoas de outras cidades visitavam o local procurando comprar coisas diferentes, exóticas, além de artigos e produtos alimentícios mais comuns. Com o tempo, a feira foi perdendo o brilho e o espaço começou a passar por um processo de esvaziamento.


A vendedora de roupas infantis, Ana Luíza Coube Simões, 47 anos, que trabalha com a mãe, está na feira há muito tempo e admite que o movimento caiu nos últimos tempos. “Ultimamente o público é menor, ao contrário de antigamente. Aqui tinha eventos, shows e hoje você não vê nada disso”, relata. Mas, por outro lado, a comerciante acredita que com a reforma as coisas vão mudar. “A gente espera que com essa reforma as coisas melhorem e também voltem esses eventos, porque a cultura é a identidade da feira”, explica.

Para melhor
O administrador do Cruzeiro destaca que a feira é uma forma de aproximar a comunidade, um ponto de reunião, de humanização dos espaços públicos. “A nossa feira vai ficar muito bonita, mais moderna e as pessoas terão mais uma opção de compras e de lazer”, garante Roberto Castillo.


Mesmo com as obras, as pessoas não deixam de freqüentar o ambiente e os trabalhadores continuam com suas atividades normalmente. Um dos atrativos da feira são os boxes de consertos de utensílios domésticos, como panelas de pressão e fogões, além dos comerciantes que se dedicam a fazer consertos de roupas, como a costureira Aldenora Cruz da Silva, 45 anos, que trabalha há cinco anos no ramo.

Ela afirma que com a nova estrutura vai melhorar e não esconde a satisfação no trabalho. Porque acredita que depois da construção muitos clientes vão aparecer. “Vai ser muito bom, a freguesia vai voltar e a nossa feira vai viver outras fase de negócios”, espera Aldenora. A Feira Permanente do Cruzeiro funciona de terça a domingo, das 8h às 18h

No tempo de Ribamar
José Ribamar Canuto, 62 anos, vende verduras e frutas em sua banca há 39 anos e conta com muito prazer as coisas que encontrou quando chegou no lugar em 1970, com apenas 22 anos. Ribamar veio do Piauí para tentar uma vida melhor. Ele relata que naquela época pegava uma condução para se deslocar e em uma dessas muitas vezes encontrou um rapaz que vendia verduras à beira da pista. Ele diz com orgulho que sente uma imensa alegria em trabalhar no ambiente. “Eu adoro trabalhar aqui, criei meus filhos e vivo aqui há mais de 40 anos”.



O passar do tempo mudou o aspecto da Feira que, na ocasião de sua inauguração, contavam para ocupação dos boxes, os critérios de antiguidade e renda familiar. Porém, diz Roberto Castilho, com o passar do tempo, o processo de ocupação dos espaços foi sendo totalmente descaracterizado. “Mas, com a reforma, a Feira estará próxima de uma nova realidade e será feita desde o levantamento do teto inadequado, do projeto original, à ampliação e reforma dos boxes. Vamos rever também os critérios de ocupação dos boxes “, promete Castilho.

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