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Loja do Artesanato gera emprego e renda e projeta o produto como destino turístico do DF

Projeto da Setur-DF em parceria com os shoppings Pátio Brasil e Alameda valoriza e dá visibilidade ao artesanato local

Loja do Artesanato gera emprego e renda e projeta o produto como destino turístico do DF Secretária de Turismo do DF, Vanessa Mendonça, durante o encontro com artesãos da Loja do Artesanato do Pátio Brasil. Foto: Cláudio Gerber/Setur-DF

“Sou muito grata à Secretaria de Turismo que me acolheu por meio do artesanato. Pude mostrar meu trabalho num shopping importante como o Pátio Brasil e hoje eu posso me sustentar e ajudar a minha família na Venezuela com o meu bordado”, foram as palavras da artesã Cléia Silva Pedreira para a secretária de Turismo do DF, Vanessa Mendonça, durante encontro com os artesãos.

A artesã Cléia Silva Pedreira é uma das expositoras da Loja do Artesanato no Pátio Brasil Shopping. Foto: Cláudio Gerber/Setur-DF

A artesã Cléia Silva Pedreira é uma das expositoras da Loja do Artesanato no Pátio Brasil Shopping. Foto: Cláudio Gerber/Setur-DF

Um grupo com 27 artesãos, que foram selecionados para a 3ª Edição da Loja do Artesanato do Pátio Brasil Shopping, está deixando o local no dia 08 de agosto. A secretária Vanessa Mendonça reuniu os artesãos nesta terça-feira (28) para agradecer a participação de cada um durante o período de ocupação do espaço. De acordo com o Edital de Chamamento nº 023/2020, cada grupo pode usar a Loja do Artesanato para exposição e comercialização de produtos artesanais pelo período de três meses.

“O espaço foi conquistado pelo resultado do trabalho de cada um dos senhores. Precisamos valorizar o artesão que está aqui, que reproduz nossa cultura pelas mãos e fortalece o turismo local. As outras lojas têm produtos, a Loja do Artesanato tem alma. Por isso, o artesanato está nas minhas ações diárias”, afirmou a secretária Vanessa aos artesãos.

Visibilidade

O artesão Divino Alves Faleiros é um dos expositores da Loja do Artesanato no Pátio Brasil Shopping. Foto: Cláudio Gerber/Setur-DF

O artesão Divino Alves Faleiros é um dos expositores da Loja do Artesanato no Pátio Brasil Shopping. Foto: Cláudio Gerber/Setur-DF

Divino Alves Faleiros (63) iniciou no artesanato em 1978. Atualmente, o artesão entalha totens em fibras de buriti, faz flores com pé de mamona e outros produtos, sempre usando recursos naturais, os quais o ofício lhe ensinou a proteger para sempre ter a matéria prima que usa em suas obras de arte.

“Foi uma alegria quando me inscrevi para a 3ª edição aqui da Loja do Artesanato do Pátio Brasil e fiquei muito satisfeito quando soube que fui escolhido para participar do projeto colaborativo. Fiquei dez anos sem produzir trabalho de arte e com o apoio da Secretaria de Turismo eu fui resgatado. Não só eu, muitos artesãos também foram. Estou lisonjeado por ter produzido e comercializado nessa loja tão bonita, saio com o sentimento de dever cumprido”, disse Divino Faleiros.

Artesã há 35 anos, Selma di Sessa (60) se apaixonou pelo trabalho com sementes numa viagem que fez a Amazônia anos atrás. Desde então, produz semijoias para vender nas feiras das quais participou ao longo dos anos. No entanto, a Loja do Artesanato lhe proporcionou uma nova experiência profissional.

A artesã Selma di Sessa é uma das expositoras da Loja do Artesanato no Pátio Brasil Shopping. Foto: Cláudio Gerber/Setur-DF

A artesã Selma di Sessa é uma das expositoras da Loja do Artesanato no Pátio Brasil Shopping. Foto: Cláudio Gerber/Setur-DF

“Foi um presente participar deste espaço aqui no Shopping Pátio Brasil que a gente nunca tinha tido antes. É um ambiente totalmente diferente do que estava acostumada, não tem que correr da chuva ou do sol. É outro público e recebi muitos elogios, que me fizeram querer fazer coisas mais bonitas para participar de mais oportunidades como esta. A valorização que o artesão está tendo neste momento com a Secretaria de Turismo é uma coisa inédita e é muito prazeroso vivenciar isso. A gente até comenta entre os artesãos que até parece um sonho e dá medo disso acabar”, comentou Selma di Sessa.

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“O artesanato é um dos principais segmentos da produção associada ao turismo. No DF, são mais de 11 mil profissionais cadastrados na secretaria, atuando com objetivos e planejamento definidos. Desde o início da nossa gestão, assegurar um local para venda desses produtos é uma meta prioritária. E conseguimos, em todas as ações e eventos apoiados pela Setur-DF, a condição e a garantia do espaço do artesão. Ampliamos para as lojas no shopping, pelas regiões administrativas e estamos fortalecendo, cada vez mais, o trabalho de cada um deles”, declarou a secretária Vanessa Mendonça.

Loja do Artesanato

Secretária de Turismo do DF, Vanessa Mendonça, e artesãos expositores da Loja do Artesanato no Pátio Brasil Shopping. Foto: Cláudio Gerber/Setur-DF

Secretária de Turismo do DF, Vanessa Mendonça, e artesãos expositores da Loja do Artesanato no Pátio Brasil Shopping. Foto: Cláudio Gerber/Setur-DF

O projeto Loja do Artesanato é coordenado pela Secretaria de Turismo do DF em parceria com o Pátio Brasil Shopping, no Plano Piloto, e com o Alameda Shopping, em Taguatinga, por meio de cessão de Comodato, para projetar o artesanato como produto turístico da Capital Federal.

Cada edital faz a seleção de 30 artesãos que, para concorrer ao processo seletivo, precisam ter a Carteira Nacional do Artesão. O documento é emitido pela Setur-DF e possibilita ao profissional participar de todas as feiras das quais a instituição participa, no Distrito Federal ou em outras cidades.

Os Editais de Chamamento Público para ocupação das Lojas do Artesanato são publicados no site da Setur-DF (http://www.turismo.df.gov.br/category/artesanato/chamamento/) e contém todas as normas de acordo com a legislação aplicada. Cada grupo formado pro 30 artesãos pode utilizar os espaços por três meses.

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Até o momento, os artesãos selecionados no Edital de Chamamento nº 023/2020 venderam R$ 83.365,44, na Loja do Artesanato do Pátio Brasil desde março deste ano. Excepcionalmente, o grupo teve extensão do prazo para compensar o baixo fluxo em função da pandemia.






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