Ana Paula Andreolla
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O suspeito Leonardo Campos Alves, ex-porteiro que confessou ter esfaqueado o ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), José Guilherme Villela, sua mulher, a advogada Maria Carvalho Mendes Villela, e a principal empregada do casal, Francisca Nascimento da Silva, em agosto do ano passado, chegou na sede da Coordenação de Investigação de Crimes Contra a Vida (Corvida) para prestar novo depoimento, quase no final da tarde de ontem.
O homem que, ao confessar o crime no mês passado, falou com a imprensa por mais de uma hora, agora se cala. Ao ouvir seu nome, Leonardo chegou a se virar, mas abaixou a cabeça e entrou na Corvida sem dizer uma palavra quando questionado se ainda sustenta as acusações contra a filha do casal assassinado, a arquiteta Adriana Villela, já indiciada pela polícia, que seria a mandante do crime.
Indiciamento
O inquérito que investiga o triplo homicídio na 113 Sul foi parcialmente concluído em setembro desse ano, apontando Adriana Villela como suspeita na morte dos pais. No entanto, as investigações continuam, e ainda não está descartada a possibilidade de uma reconstituição do crime.
De acordo com especialistas, para esse tipo de crime, a Corvida não precisaria de uma autorização judicial para realizar a reconstituição, sendo necessário para isso apenas o consentimento dos proprietários do apartamento onde o casal e a empregada foram mortos, no bloco C da Quadra 113 Sul.
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