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Brasília

Ladrões em Taguatinga são flagrados prestes a assaltar chineses

Arquivo Geral

13/07/2017 6h30

Atualizada 12/07/2017 22h33

Data:17-07-2017 Presos na Operação Mandarim. DPE Crédito: Raphaella Sconetto

Raphaella Sconetto
raphaella.sconetto@jornaldebrasilia.com.br
Três criminosos foram presos na manhã de ontem em uma operação da Delegacia de Repressão a Furtos (DRF). O trio planejava roubar a residência de um casal chinês, que possui duas lojas em Taguatinga Centro.
As investigações iniciaram quando a 20ª Delegacia de Polícia (Gama) enviou informações para a DRF sobre um grupo criminoso que atuava em roubos de residências no DF e Região Metropolitana. Além disso, a DP informou que esse grupo pretendia praticar um roubo em Taguatinga. “Ficamos 20 dias monitorando a ação do grupo até prender os envolvidos”, conta o delegado-chefe da DRF, Fernando César Costa.
“Os policiais passaram a fazer vigilância na região e chegaram a identificar a presença dos criminosos durante os 20 dias. Eles estavam rodando, verificando qual a forma de entrar no imóvel, se renderiam ou não as pessoas”, detalha o delegado, que afirma que, com essa vigilância, eles conseguiram descobrir que o crime seria praticado nesta semana.
Monitoramento
Ao saber da data, os policiais civis passaram a monitorar diuturnamente a residência do casal, que não sabia da investigação. “Hoje (ontem) chegaram às 7h para abordar a vítima, e na mesma hora a equipe da DRF chegou. Os criminosos estavam esperando que ela saísse com o carro para abordar”, explica Costa.
A escolha das vítimas se deu por serem comerciantes. Segundo o delegado, o casal chinês vive uma vida discreta no Brasil, mas, por vender itens de baixo valor, as lojas movimentam muito dinheiro em espécie. “Eles (ladrões) tinham fonte de que o casal tinha dinheiro dentro de casa. Essa informação pode chegar muitas vezes não de forma criminosa, mas maneira descuidada e despretensiosa”, afirma o delegado.
Segundo a polícia, o trio era comandado por Roberto Prudêncio Freire, de 44 anos, que já possuía duas passagens por furto qualificado desde 1991. Os outros dois eram irmãos: Pedro Henrique e Paulo Vitor de Paiva Carvalho, 20 e 19 anos, respectivamente. Pedro tem antecedente de quando ainda era menor de idade.
A Polícia Civil investiga também uma organização criminosa composta por pelo menos seis pessoas que furtam residências. “A DRF trabalha para prender o restante nas próximas horas”, prometeu o delegado-chefe. Até o fechamento esta edição, ainda não havia notícia de novos detidos.
Os presos até o momento são de Novo Gama (GO) e Valparaíso (GO) e vão responder por associação criminosa, porte ilegal de arma e tentativa de roubo.

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