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Justiça prorroga prisão temporária de detidos na Operação Panatenaico

Por Arquivo Geral 26/05/2017 6h49
Foto: Breno Esaki

O pedido de prorrogação da prisão temporária dos detidos na Operação Panatenaico foi aceito pela Justiça Federal na noite desta sexta-feira (26). Com a decisão, os ex-governadores José Roberto Arruda (PR) e Agnelo Queiroz (PT), além do ex-vice-governador Tadeu Filippelli (PMDB) e outros sete terão a prisão estendida por mais cinco dias.

O Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal enviaram o pedido para a Justiça nesta tarde. Mais cedo, os procuradores indeferiram o pedido da revogação da prisão feito pelos advogados de defesa.

Para os investigadores, é necessário mantê-los em cárcere para tutelar a garantia das averiguações que estão sendo feitas e para conseguir avaliar todo o material apreendido.

Prisão preventiva

Temporariamente, estão presos, além dos ex-governadores Agnelo e Arruda, o ex-vice-governador Tadeu Filippelli; Maruska Lima e Nilson Martorelli, ex-presidentes da Novacap; os operadores Jorge Luiz Salomão, Sérgio Lúcio de Andrade e Afrânio Roberto de Souza Filho; Cláudio Monteiro, ex-secretário extraordinário da Copa do Mundo; e Fernando Márcio Queiroz, dono da Via Engenharia.

A repercussão das prisões foi grande, em função da vultosa propina apontada pela investigação e das posições deles – Filippelli, por exemplo, atuava como braço direito do presidente Michel Temer no Palácio do Planalto. “O clamor público, se é que existe, não pode justificar uma prisão preventiva”, cita o advogado Paulo Emilio Catta Preta.

Ele repete que a defesa não vê fundamento adequado para a prisão preventiva. “Examinei os autos e não vejo razão”, diz. Se ocorrer, ele diz que usará os “instrumentos adequados para combater”.

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Entenda

Os dez investigados foram presos na manhã de terça pela Polícia Federal, que deflagrou a Operação Panatenaico para investigar desvio de dinheiro das obras de reconstrução do Estádio Nacional Mané Garrincha para a Copa do Mundo de 2014.

Conforme as investigações e com base na delação premiada dos empreiteiros da Andrade Gutierrez, o superfaturamento do estádio pode ter chegado a R$ 900 milhões, já que a arena custou mais de 1,8 bilhão e foi orçada inicialmente por R$ 600 milhões.

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