Em audiência realizada nesta quinta-feira (9), o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) manteve a prisão do advogado que foi flagrado levando maconha para dentro da Papuda, na última terça (7). A Justiça converteu em preventiva a prisão em flagrante pelo crime de tráfico de drogas.
De acordo com os relatos contidos no registro policial, o advogado foi detido quando tentava ingressar no presídio portando duzentos gramas de maconha. Ele já vinha sendo monitorado pela polícia e teria tentado usar sua prerrogativa de advogado para não passar pelo procedimento de revista “scaner corporal”.
Para o juiz do Núcleo de Audiências de Custódia do TJDFT, não ocorreu nenhuma irregularidade que pudesse gerar o relaxamento da prisão, e registrou estarem presentes os requisitos legais e formais necessários para a decretação da prisão preventiva. “Ele se valeria da condição de advogado para ingressar com drogas, não passando pelo scanner corporal, submetendo-se apenas a aparelho detector de metais, que não capta entorpecentes. Acresço que a ação teria sido acompanhada pelo setor de inteligência do presídio. A quantidade de droga – quase duzentos gramas de maconha – confere inegável gravidade concreta à conduta, especialmente quando se constata que o entorpecente seria inserido no sistema prisional”.
A prisão gerou a instauração de um procedimento criminal, que será distribuído para uma vara criminal , na qual os fatos serão apurados e o processo terá seu trâmite até uma decisão.