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Brasília

Justiça do DF nega pedido de liberdade de sequestradora do Conic

Arquivo Geral

07/08/2017 11h48

Myke Sena

A Justiça do Distrito Federal manteve a prisão de Cevilha Moreira dos Santos, acusada de sequestrar um bebê de três meses no Centro Comercial de Brasília (Conic), em junho deste ano. A defesa da acusada havia pedido a revogação da prisão preventiva alegando que a mulher havia praticado o crime durante “surto psicótico.”

A juiza Paula Afoncina Barros, no entanto, afirmou que “não há qualquer prova nos autos” a respeito do surto psicótico. A magistrada informou ainda que a prisão em flagrante de Cevilha foi convertida em preventiva “para fins de garantia da ordem pública”. O advogado da acusada, Gilson dos Santos, contestou a decisão e disse que não há motivos para a manutenção da cautelar.

O processo, que tramitava em Goiás, onde aconteceu a prisão de Cevilha, foi encaminhado para o DF no dia 27 julho e está na 1ª Vara Criminal.

Relembre o caso

O bebê de três meses, identificado como Valentina, foi sequestrado no Conic, em 29 de junho. Três dias antes do crime, Cevilha abordou a mãe da criança, Arlete Bastos da Silva, de 29 anos, em um posto de saúde com uma oferta de emprego. No fatídico dia, as duas foram até o Conic para fazer um exame admissional, para a suposta vaga. Enquanto a mulher fazia o teste, a acusada fugiu com o bebê.

Cevilha foi encaminhada horas depois, em Planaltina de Goiás. Na ocasião, ela chegou a ameaçar matar a criança enquanto tentava fugir da polícia. Ao perceber a aproximação dos militares, Cevilha entrou em um táxi e disse para o taxista não parar o carro, caso contrário mataria o bebê. Apesar do susto, Valentina foi devolvida aos pais e voltou para a casa da família, na Vila Rabelo 2, em Sobradinho. A mulher está presa na Cadeia Pública de Planaltina de Goiás.

Crime premeditado

Após a prisão, policiais descobriram que a mulher já tinha certidão de nascimento falso para a criança, e planejava levá-la para outro local. No momento, a polícia investiga se Cevilha possar estar envolvida com alguma quadrilha especializada em roubo de bebês.

A sobrinha da vítima, Poliana da Silva, disse que a suspeita chegou a fazer compras, além de oferecer um emprego com salário no valor de R$ 1.000. “No momento em que as duas se conheceram, em um posto de saúde, a minha tia contou a sua história e disse que estava passando por dificuldades financeiras. A mulher resolveu ajudá-la e falou que ia arrumar um emprego para ela”, revelou Poliana.

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