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Brasília

Jovens, suas famílias e a sociedade são destruídos pelo consumo de bebidas alcoólicas

Arquivo Geral

15/03/2010 12h38

Ana Paula Leitão

Portas de boates, supermercados e praças do Distrito Federal são palco de um crime que se repete: a venda e fornecimento de bebidas alcoólicas para crianças e adolescentes. Apesar de ser considerada crime pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a prática é frequente e o consumo de bebidas continua trazendo consequências para a vida de garotos e garotas, que ainda não estão preparados para ingerir a droga lícita. A partir desta edição, você vai acompanhar no Jornal de Brasília uma série de reportagens sobre o álcool e a juventude, um problema de raízes culturais que traz prejuízos para jovens, famílias e para toda a nossa sociedade.

De acordo com o I Levantamento Nacional sobre os Padrões de Consumo de Álcool na População Brasileira, da Secretaria Nacional Antidrogas, dos jovens entre 12 e 17 anos, 54% dizem já ter consumido álcool e 7% têm sintomas de dependência. A pesquisa revela ainda que os adolescentes começam a beber cada vez mais cedo e que o consumo atinge tanto meninas quanto meninos.

Nas noites de Brasília, a bebida alcoólica é rito para diversão. Durante toda a madrugada, supermercados que funcionam em período noturno recebem grupos em busca de cerveja ou de destilados. As prateleiras do Big Box da 402 Norte iniciam a noite cheias de garrafas e, ao final, ficam praticamente vazias. Alguns adolescentes acompanham maiores na compra e saem com sacolas cheias de bebidas nas mãos.

A presença da Polícia Militar não intimida os beberrões, que se aglomeram ao redor dos carros em frente ao supermercado, hoje ponto estratégico para a compra de bebidas alcoólicas. O capô dos veículos serve de apoio para copos e garrafas e o som automotivo anima a garotada. O jovem Matheus, de 26 anos, é um dos que prefere começar a noite bebendo no local. “É bem mais barato e entro logo no clima da festa”, explicou.

A fase marcada por novas descobertas e pela formação da personalidade pode ser prejudicada pelo consumo de bebidas alcoólicas. Sob o efeito do álcool, muitos adolescentes perdem o controle dos próprios impulsos. “O adolescente alcoolizado não tem noção das consequências e muitos chegam a fazer sexo sem proteção. Por isso, ficam mais vulneráveis a Doenças Sexualmente Transmissíveis, à gravidez precoce e a serem vítimas ou autoras de atos de violência”, enfatiza o promotor de Defesa da Infância e Juventude, Renato Varalda. O promotor aponta ainda a dificuldade de tratamento e alerta: é a porta de entrada para outras drogas.

Leia mais na edição desta segunda-feira (15), no Jornal de Brasília.

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