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Brasília

Jovens gastam dez salários mínimos para se divertir em uma noite no Distrito Federal

Arquivo Geral

02/11/2010 16h17

Danielle Cambraia, do Clicabrasília

danielle.cambraia@clicabrasilia.com.br

 

O que você faria com R$ 5 mil? Pagaria suas contas, compraria roupas ou gastaria em uma balada?  Talvez a maioria das pessoas ache um absurdo gastar R$ 5 mil em uma noite nas casas noturnas da cidade, mas isso acontece com muita freqüência. E esse valor às vezes nem é o mais alto da noite.

 

Em Taguatinga, o Moinho 56 abriu as portas há seis meses e já tem contas altíssimas no seu bar, e são os homens que pagam todas elas. “As mulheres além de entrar de graça algumas vezes, gastam no máximo R$ 100. Os homens pagam para entrar e consomem muito mais que elas. E pagam as bebidas delas”, explica Evandro Biagini, administrador da casa. Hoje há um sistema de lista para as mulheres. Elas colocam o nome e entram de graça ou pagam à metade do valor do ingresso.

 

Na Hype Lounge, boate localizada no Gilberto Salomão os gastos são maiores. Além do consumo normal com bebidas, os freqüentadores ainda podem reservar o camarote para receber seus amigos. “O lounge é usado por um grupo de pessoas e eles pagam R$ 2 mil pelo camarote, sendo mil reais de consumação. E nos finais de semana, nós temos contas de R$ 7 mil”, afirma Fabiano Cravos um dos oito sócios da casa. Eles gastam muito com o combo, uma garrafa de vodka ou wisky e energético que custa em média R$ 250 reais.

 

Jefferson Araújo, 24 anos é assistente financeiro. Ele gasta muito em baladas. “O meu máximo foi de R$ 1.500,00 em uma noite. Contando bebida, comida e ingresso”, conta o rapaz. Segundo ele, isso acontece porque o combo é caro e ainda tem que pagar as bebidas das meninas. “Mas não gasto esse valor sempre, normalmente, vario de de R$ 200 a R$ 400 na noite”, afirma.

 

Existem outros locais para se divertir e gastar pouco na Capital. Geovane Flauzino, 22 anos é estudante e antigamente freqüentava as baladas mais caras, agora, mudou de ideia. “Existem festas boas e baratas. Hoje eu gasto em consumação o mesmo valor que eu gastava para entrar em uma balada”, conta o estudante. Festas da Universidade de Brasília, forró e a Funfarra são festas sem muitos gastos e de muita diversão. “Eles tocam qualquer tipo de música, de pop ao forró, tem banda ao vivo e a bebida é muito barata”, explica Geovane.

 

Alvará

 

Para abrir uma casa de noturna as coisas não são muito rápidas. Para conseguir um alvará é necessário uma documentação e a vistoria dos órgãos responsáveis, como laudo da vigilância sanitária, das polícias militar e civil e os impostos têm que está em dia. Esses documentos têm de ser levados para a administração da área. O órgão tem 40 dias para analisar o processo e emitir ou não o alvará de funcionamento.

 

O Moinho 56 está passando por uma reforma, justamente, para se adequar as exigências da administração. A casa funciona em uma área residencial de Taguatinga Norte e alguns vizinhos foram conversar com os donos da casa. “Alguns moradores nos procuram para falar do barulho excessivo e nós aproveitamos para fazer a reforma e dar continuidade ao projeto da casa”, explica Evandro Biagini. Com todos os problemas resolvidos, a inauguração da nova casa e nova fachada foi no dia 1º de novembro.

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