Um jovem de 17 anos, ex-aluno do Colégio Estadual Fernando Pessoa em Valparaíso, entorno do DF, foi assassinado na manhã desta segunda-feira (8), dentro da escola. O rapaz, conhecido como Fagner, teria pedido transferência da escola no dia 28 de março, mas foi morto dentro da instituição porque durante a perseguição ele pulou o muro da escola para tentar se proteger.
Um outro rapaz foi atingido por uma bala perdida e ficou ferido. Conhecido como Lucas, o rapaz de 16 anos, foi socorrido e levado para o Hospital Regional do Gama (HRG). De acordo com a equipe de reportagem do Jornal de Brasília, os muros da escolas ficaram com várias marcas de tiros.
De acordo com o delegado-chefe do Centro Integrado de Operações de Segurança, Marcelo Mauad, o suspeito teria entrado na escola pulando o muro, durante a perseguição e foi em direção de Fagner e efetuou sete disparos contra a vítima, que morreu na hora.
A polícia trabalha com duas hipóteses: briga de gangues e, a principal, de acerto de contas. A Delegacia do Céu Azul cuida do caso. De acordo com o delegado, o rapaz assassinado e o suspeito tinham envolvimento com drogas.
De acordo com a diretora da escola, Josefa Oliveira Rosa, amanhã serão instaladas câmeras de segurança e placas altas serão colocadas no muro para evitar novas invasões. Ela ainda ressalta que a escola tem um histórico de violência.
A escola funciona em três turnos, matutino, vespertino e noturno e atende adolescentes que cursam da 5ª série do ensino fundamental ao 3° ano do ensino médio. A escola que tinha 1.400 alunos, hoje tem 1.300. Segundo a diretora, os pais tiram os filhos da instituição por medo da falta de segurança. “Existem diversos problemas relacionados a segurança dentro da escola e na região”, conta.
A Polícia Militar, em entrevista ao programa Balanço Geral da TV Record, informou que faz rondas intermediárias nas escolas, já que possui pouco efetivo nas cidades da região metropoliptana do DF.