Amanda Karolyne
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Dublês insatisfeitos com o sistema corporativo das gravações de uma série inspirada em Power Rangers saem para empreender com um novo estúdio de televisão. Isso nada mais é do que a introdução do novo jogo digital criado pela empresa brasiliense de jogos digitais Behold. Ele se chama ChromaSquad e acaba de ser lançado nas plataformas IOS, Xbox One e Android. Atualmente há 15 empresas de jogos registradas em Brasília. A estimativa é de que o País encerre o ano como 13º maior mercado de jogos no mundo.
“Os heróis da TV nos influenciaram e fizeram parte da nossa cultura”. Marcos Venurelli, diretor de projetos
Esse nicho do mercado brasileiro deve gerar US$ 1,5 bilhão em 2017, com crescimento de 7,1% em relação a 2016. Do total esperado para 2017, US$ 550 milhões devem ser movimentados em plataformas móveis, situação similar ao que já ocorre no resto do mundo.
Marcos Venurelli, diretor de projeto do ChromaSquad, conta que o ponto do alto do jogo é a mistura da realidade com o universo dos super-heróis. “Você controla essas pessoas, arranja um galpão, compra os equipamentos, câmera e tudo. Começa a gravar os episódios e chega à fase em que os personagens realmente acham que são os Power Rangers”, explica. “Aparece um monstro de verdade, eles viram super-heróis e salvam a terra”, completa.
Televisão
O jogo se passa nesse cenário de produção de TV inspirado na experiência de Marcos, que, antes de ser designer de jogos, trabalhava na pós-produção de estúdios de televisão. “Ele é um pouco autobiográfico porque a própria Behold está representada nisso. Eu e o Saulo – um dos sócios do projeto – temos um passado no universo de audiovisual e de TV”, destaca.
Elementos da infância dos anos 90
O seriado dos anos 1990 Power Rangers, claro, foi uma grande inspiração, entre outros heróis da infância dos criadores do game. “Isso acabou nos influenciando e sendo a nossa cultura, porque assistíamos muito. Corria pelo prédio fantasiado de power ranger”, assume Marcos Venurelli.
Ele acredita que hoje ainda há pessoas que gostam dessas séries e, além disso, “o jogo ainda é uma chance de uma nova geração entrar em contato”. Muitos dos elementos que permeiam os personagens são inspirados na própria empresa brasiliense. “Isso de criar o próprio negócio e fazer o que ama, como uma família, e não sozinho”, exemplifica.
Criação
O diretor de projeto passou a criar jogos porque viu uma oportunidade de empreender em uma área que estava só começando no Brasil. “No mundo todo era algo que estava crescendo, e aqui não tinha quase nada”, relembra.
Ele relata que sempre teve vontade de aprender coisas novas e não estava satisfeito com a vida profissional. Então, veio colaborar com o trabalho da Behold.
A empresa está na área de desenvolvimento de jogos digitais desde 2009 com o jogo Knights of pen and paper, o mais conhecido deles. São mais de 1 milhão de jogadores, o que rendeu à empresa mais de 30 prêmios. “Nosso público vem muito de fora”, diz Marcos, ao citar que o Brasil fica atrás dos Estados Unidos e do Canadá quando se trata da compra dos jogos desenvolvidos por eles. Há também outros jogos como o Bit Bit Machine e Monster Jam.
Coworking
A empresa, aliás, está de mudança: em um espaço no Lago Norte, a ideia é montar um ambiente colaborativo para agências de jogos, não só a Behold. “O mercado é multidisciplinar, tem áudio arte, música, programação e outras coisas no mesmo lugar”, exemplifica.
O espaço contará com mesas rotativas para as empresas alugarem por tempo indeterminado, além de lugar para palestras, eventos e cursos.