Bruna Sensêve
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Menos operações de remoção de edificações e moradores irregulares no Distrito Federal. Esse é o cenário que o último levantamento da Secretaria da Ordem Pública e Social do DF (Seops) apresenta até o dia 30 de setembro de 2010. Foram 413 operações contra 832 do ano anterior, ou seja, menos da metade de ações. Segundo o diretor da Seops, major Gouveia, o baixo índice é devido à diminuição de tentativas de invasão e de ocupações irregulares efetivas, consequência do aumento da fiscalização. “Não temos conhecimento de novas invasões desde 2007. O trabalho realizado foca a contenção da habitação irregular. Se vemos algo novo sendo construído, imediatamente programamos uma ação que interrompa e suspenda essas atividades.”
A quantidade de edificações removidas, por consequência, também diminuiu. Foram 3.442 contra 4.384 em 2009 e 4.738 em 2007, quando começaram os trabalhos da secretaria. Gouveia coloca Paranoá, Ceilândia, Brazlândia e Estrutural como as regiões administrativas de situação mais crítica. Ceilândia foi a que mais sofreu ações da Seops. O número surpreende, pois o local não liderou as estatísticas do ano anterior. Ele afirma que investidas sempre acontecem, porém não chegam a ser efetivas.
Dois casos de investidas mais graves lembrados pelo major ocorreram no Itapoã e em Brazlândia, este ano. No primeiro local, a operação retirou 800 famílias e 450 barracos levantados na área, durante a Semana Santa. A segunda, removeu 250 famílias em 19 de julho. Ontem, mais uma operação foi realizada para erradicar dez construções irregulares na QR 202, em Samambaia Sul, atrás da Feira Permanente. A ação, que teve início à tarde foi suspensa pouco tempo depois, devido a uma medida judicial, porém já haviam sido erradicadas sete edificações.
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