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Brasília

Internet mostra caminho a jornalista para aposentar a cadeira de rodas

Arquivo Geral

19/06/2009 0h00

Hoje Fernanda Fontenele vai cair na gandaia. A garota, more about que sensibilizou Brasília há cerca de um mês quando tornou pública sua história, deve ser o grande centro das atenções de uma festa beneficente. O evento faz parte da campanha que tem o objetivo de ajudar a menina dos olhos verdes a voltar a andar. A jovem, que hoje tem 22 anos, passou por uma reviravolta em sua vida aos 17 anos.

Naquela época, as preocupações se resumiam às obrigações da escola e a escolha de festas para ir nos fins de semana. Em 25 de outubro de 2003, Fernanda sofreu um acidente de carro violento. Ela e o namorado passaram a tarde na chácara da família, em um churrasco para comemorar o aniversário do irmão. Amigos, comida e muita bebida marcaram aquele dia.
No começo da noite, quando o casal voltava para casa, o rapaz perdeu o controle do carro e acabou batendo em outro que vinha na direção oposta. O estrago foi grande. Fernanda fraturou a medula na cervical e foi diagnosticada como tetraplégica. Hoje, ela é paraplégica.

“Quando aconteceu o acidente foi um baque para todo mundo. Mas para mim a ficha não caiu direito. Só fui me dar conta quando cheguei no Sarah Kubitschek para fazer o tratamento. Lá eu vi aquele monte de cadeira de rodas e pensei: agora é essa a minha vida, vou ter que viver com isso”, relembra a moça.

No entanto, a vontade de superação da garota era forte. Fernanda, que não tinha os movimentos das pernas e dos braços, conseguiu sentar numa cadeira de rodas dois meses após o acidente. Com mais seis, começou a ter movimentos mais confiáveis dos braços. Desde então, superação e esperança são palavra constantes no vocabulário e na vida da moça. “Sempre acreditei que vou voltar a andar. Todo mundo quando conversava comigo dizia que a situação era delicada. Mas se eu não acreditar, quem vai fazer isso por mim”, afirma. Fernanda voltou a ter movimentos dos braços e uma pequena sensibilidade nos pés.

A fisioterapia também permitiu que a garota ficasse em pé algumas vezes. “Tenho noção de que pode ser demorado e exige esforço”, revela. O tratamento alternativo foi um grande aliado da menina, que se dedicou em inúmeras sessões de equoterapia e de acunputura.

A descoberta
No ano passado, Fernanda estava navegando na internet quando descobriu um novo tratamento, específico para pessoas que, como ela, tiveram lesão na medula. A animação veio acompanhada de um sentimento de impotência. “É um tratamento de fisioterapia na Califórnia (EUA). O tratamento custa US$ 55 mil, por seis meses”, explica. “É um método caro e que muita gente não tem acesso”, lamenta.

“Mas realizar um sonho não tem preço”. A frase circula em inúmeras mensagens, vídeos e fotos que circulam pela internet para divulgar a luta da garota. Aliás, a internet, com apoio dos amigos, foi a grande precursora da campanha. Um vídeo publicado no youtube tocou o coração dos brasilienses e em menos de uma semana, R$S 2 mil apareceram na conta da garota. “Tenho certeza de que vou conseguir realizar esse sonho”, anuncia Fernanda.








Dia 19 de junho. Se apresentarão as bandas Clima de Montanha, Capital do Samba e Coisa Nossa. Adriana Samartini e FuraOlho. Fábio & Fabrício, Marco Túlio & Rafael. DJ Kacá e DJ Guga nos intervalos.Sexta-feira, às 22h. Ingressos R$ 15.
Onde: Na AABB.












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