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Brasília

Inquérito do caso de Gabriel Luiz é concluído e aponta latrocínio

O depoimento do jornalista também reforça a tese. Gabriel contou que voltava de um bar, onde estava com amigos, e não percebeu ser seguido

Evellyn Luchetta

25/04/2022 19h22

Foto: Reprodução/ TV Globo

Doze dias após o fatídico ataque ao jornalista da Globo Brasília, Gabriel Luiz, de 29 anos, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), responsável pelo caso, concluiu o inquérito policial, que apura a existência de uma infração penal. Um total de 16 pessoas foram ouvidas para chegar à conclusão de tentativa de latrocínio.

Entre as testemunhas que prestaram depoimento, está o próprio Gabriel, que falou à equipe da 3ª delegacia de polícia, do Cruzeiro, nesta segunda-feira, 25. Os delegados que estão à frente na investigação do caso forneceram uma coletiva de imprensa ainda nesta segunda, dando mais informações sobre o ocorrido.

“Ouvimos no total 16 pessoas, inclusive a mãe do menino de 19 anos (José Felipe Leite Tunholi), que explicou a quantidade de euros que ele portava. Ela mostrou um recibo do dinheiro, comprado em 2020, para uma viagem para a Europa. Conseguimos comprovar a tese de latrocínio. Não houve nada que pudesse dar indício de outra coisa”, informou o delegado-adjunto da 3ª DP, Douglas Fernandes.

O depoimento do jornalista também reforça a tese. Gabriel contou que voltava de um bar, onde estava com amigos, e não percebeu ser seguido pelos dois criminosos.

“Ele se recorda que dois homens teriam se aproximado dele e ambos, antes de qualquer atitude, disseram: ‘Acabou. Perdeu, perdeu’. Logo depois, deram início às agressões, no momento em que ele esboçou reação, os autores continuam a desferir facadas”, disse o delegado da 3ª DP, Petter Ranquetat.

O documento já foi enviado ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). Falta agora, para o caso, analisar o celular de José Felipe Leite Tunholi. “Caso essa quebra de sigilo que será feita no aparelho do jovem traga algum novo elemento, seja para corroborar ou uma outra tese, isso será objeto de nova investigação da Polícia Civil”, finalizou Ranquetat.

“Parem, por favor”

O depoimento dado por Gabriel ainda esclareceu que ele chegou a implorar pela própria vida. Enquanto recebia os dez golpes de faca, que atingiram seu pescoço, abdômen, perna e pulsos, ele gritou: ‘Parem, por favor’. O jornalista correu até a portaria para pedir ajuda. Um vizinho, que notou a movimentação, também acionou a polícia.

Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), o repórter foi encontrado sentado debaixo de uma marquise, tentando conter o sangramento das perfurações.

Além do rapaz de 19 anos, outro menor de idade foi apreendido pelo crime. Os assaltantes levaram R$ 250 e, próximo ao local, a arma usada no ataque, a carteira e o celular do jornalista foram encontrados.

Devido à proximidade do Grupamento de Bombeiros do Sudoeste e o local do atendimento, o resgate e o atendimento foram muito rápidos, o que reduziu consideravelmente a perda de sangue de Gabriel. O repórter ficou internado em estado grave na unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital Brasília. Felizmente, ele reagiu bem aos tratamentos e foi transferido da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para um quarto.

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