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Brasília

Infrações registradas pelo Detran alcançam quase 2 milhões no ano passado

Arquivo Geral

21/02/2011 9h39

Sheila Oliveira

sheila.oliveira@jornaldebrasilia.com.br

 

Oavanço do sinal vermelho foi a principal infração cometida pelos motoristas brasilienses no ano passado, segundo levantamento do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF). O estudo apontou que de todas as multas aplicadas aos  condutores 90% delas são oriundas desse tipo de transgressão. Em 2010, o órgão aplicou mais de 1,99 milhão de multas, aumento de 30%, se comparado ao registrado em 2009: 1,39 milhão. 

 Para o diretor geral do Detran, José Alves Bezerra, a justificativa do quantitativo está relacionada ao aumento da quantidade de carros nas ruas. “Em 2005, por exemplo, a frota era de 600 mil veículos. Hoje esse número é de 1,2 milhão. Outro aspecto é o aumento de fiscalização do órgão que é proporcional a quantidade de veículos”, detalha.

Mesmo com toda fiscalização, de acordo com Bezerra, atualmente existem  46 mil condutores circulando pelas ruas do DF com a carteira cassada. “São aqueles motoristas e motociclistas que extrapolaram várias vezes o número máximo de pontos permitido, que é de 20, segundo o Código de Trânsito.”

 Questionado sobre o porquê desses condutores ainda não terem sido punidos, Bezerra aponta a falta de agentes de trânsito como o principal problema, mas não revelou o número de servidores do órgão. “Somente por meio de concurso público e o aumento de efetivos para atuar no Batalhão de Trânsito e nas sedes do Detran é que  será possível dar conta da apreensão dessas habilitações”, revela.

  Com a Lei Seca, o número de condutores autuados por dirigir sob influência de álcool em 2010 foi de 10 mil. Aumento de 3,1 mil novos motoristas. Em 2009, esse índice foi de 6,8 mil. O quantitativo de veículos  apreendidos, no entanto, diminui conforme levantamento do Detran. No ano passado, mais de 16,5 mil veículos foram para o pátio do órgão – em 2009, pouco mais de 19 mil  carros e motos foram recolhidos.

 

Leia mais na edição desta segunda-feira (21) do Jornal de Brasília.

 

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