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Arquivo Geral

07/09/2016 7h00

Atualizada 06/09/2016 12h32

Mesmo com a expectativa da abertura oficial dos Jogos Paralímpicos, dos 20 clubes da primeira divisão do futebol brasileiro, apenas seis não entrarão em campo hoje, Dia da Independência. Corinthians, Sport, Internacional, Santos, América Mineiro e Cruzeiro (os confrontos serão amanhã, pela ordem, de dois em dois) passarão o feriado de folga, vendo seus rivais se enfrentarem. E, se há um clássico mineiro programado para esta quinta-feira, hoje teremos clássicos regionais no Rio e em São Paulo.

Na Ilha do Governador, zona Norte do Rio, o Botafogo receberá o Fluminense às 16h numa partida com dois rumos distintos: enquanto o alvinegro comemora a boa fase e o início do distanciamento do Z-4, o tricolor começa a sonhar de forma mais efetiva com um lugar no G-4. A distância de apenas três pontos pode ser uma armadilha para o time dirigido por Levir Culpi: desde que chegou às Laranjeiras o treinador conseguiu, aparentemente, acertar a defesa (apesar de alguns vacilos, principalmente do goleiro Diego Cavalieiri). Só que “a necessidade” de vencer para subir pode abrir buracos a serem explorados pelos atacantes do Botafogo (e isso o time de General Severiano tem mostrado saber fazer).

Em São Paulo, à noite, situação semelhante. Líder do Brasileiro, três pontos à frente do Flamengo, segundo colocado, o Palmeiras não pode se deixar enganar pela má fase do São Paulo. Se é verdade que o tricolor ocupa uma modesta 12ª colocação, apenas quatro pontos à frente do Z-4 (o que tem provocado arrepios no Morumbi…), também é verdade que os jogadores do tricolor paulista não desaprenderam a jogar – e se a bola encaixar… A grande dúvida no lado palmeirense é com relação à participação de Gabriel Jesus na partida. É bom lembrar que o atacante esteve em campo ontem à noite, pela seleção brasileira, contra a Colômbia. O presidente palmeirense afirmou que fretaria um jatinho para o transporte do novo xodó da galera. Cuca, o treinador, afirmou que talvez não o escale desde o início do jogo, poupando-o um pouquinho. Vamos ver.

Como vale a pena, também, e muito, ver os duelos entre Flamengo x Ponte Preta e Atlético Mineiro x Vitória (este mais cedo). O rubro-negro carioca, em alta, receberá a Macaca em Cariacica (ES) com olhos e ouvidos atentos ao clássico paulista. O Galo, no Independência, vai secar os dois que estão à sua frente, doidinho para diminuir de vez a distância para o primeiro lugar. Mas nem Ponte, nem Vitória (que está apenas dois pontos à frente do Z-4 e pode, numa má combinação de resultados, entrar na zona da degola), querem fazer os papeis de condenados de véspera.

Descortesia

Começam hoje os Jogos Paralímpicos Rio 2016. O fim de uma temporada de ouro para os esportes no Rio de Janeiro e, claro, no Brasil. Período fértil (pelo menos em eventos) que começou com os Jogos Pan-Americanos de 2007, passou pela Copa das Confederações de 2013, a Copa do Mundo de 2014 e, claro, os Jogos Olímpicos 2016, encerrados dia 21 de agosto. Como disse, o Rio e o país estiveram mobilizados pelo esporte neste período.

Algumas coisas, porém, me chamaram a atenção após o encerramento dos Jogos Olímpicos. Como é comum acontecer, durante a Olimpíada os países “abrem casas” temáticas para divulgar sua cultura e, também, servir de ponto de apoio para seus cidadãos que visitem a cidade-sede durante o evento. No Rio foram 16, além do Brasil. Para os Jogos Paralímpicos, ficaram apenas sete (incluindo o Brasil). Todos os outros “foram embora”, numa atitude no mínimo descortês com os atletas paralímpicos e seus familiares, fãs e seguidores. Será que estes turistas e atletas têm menos importância do que os outros?

Situação semelhante vivi, semana passada, ao passar pela Avenida Atlântica, em Copacabana. Ao lado da loja de venda de produtos oficiais havia uma instalação de uma empresa de eletrônicos, patrocinadora dos Jogos. Sempre cheia. O pessoal ficava em fila para ver os últimos lançamentos da área de telefonia. Repito: a loja, ou estande, estava sempre lotada. De repente, numa madrugada, desfizeram o espaço. Sim. Um patrocinador oficial dos Jogos Olímpicos (e Paralímpicos) desfez-se do espaço antes do início da Paralimpíada. E não me venham falar em economia, por favor. Trata-se, sim, de falta de sensibilidade, burrice e descortesia. Bem que algum concorrente poderia aproveitar a deixa e fazer uma bela promoção para cutucar, firme, os mal-educados…

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