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Ibaneis vê como necessário passaporte de vacina para viajantes

Governador ressaltou que, no Exterior, sempre é cobrado de brasileiros o passaporte pediu a Queiroga e Bolsonaro que revissem a decisão

Foto: Amanda Karolyne/Jornal de Brasília

O governador Ibaneis Rocha defendeu nesta terça-feira (8) a adesão ao chamado passaporte da vacina para viajantes. Para Ibaneis, seria importante que o governo federal revisse a decisão.

O chefe do Executivo local entende que a exigência do comprovante de vacinação não é necessária para bares e restaurantes, mas que seria necessário verificar a imunização de estrangeiros e brasileiros que chegam de fora do país. “Aqui [no Distrito Federal] nós temos um nível de vacinação próximo a 80% da vacinação completa e, com isso, vamos ter o que se chama de imunidade de rebanho. Então, não vejo necessidade de [comprovante de vacinação aqui, mas no ingresso ao Brasil acho que seria necessário”, pontuou.

Ibaneis pediu ainda que o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e que o presidente Jair Bolsonaro revissem a decisão. “Para entrar em qualquer país do mundo é cobrado da gente (brasileiros) comprovante de vacinação e teste PCR. Acho que nós podemos adotar até como princípio da reciprocidade”, opinou o governador. As declarações foram dadas durante a chegada ao evento do MDB, que oficializa hoje o lançamento da pré-candidatura da senadora Simone Tebet (MDB-MS) à Presidência da República.

O passaporte da vacina para viajantes é defendido por especialistas sobretudo pela rápida disseminação da variante ômicron. A cepa do coronavírus já se encontra em todos os continentes. Há casos confirmados no DF. Cientistas australianos divulgaram na terça (7) que foi descoberta uma nova linhagem da ômicron, uma espécie de irmã, masi difícil de ser rastreada. Há sete pacientes sendo estudados em África do Sul, Austrália e Canadá.

Na terça (7), Queiroga já havia falado que o Brasil não deve cobrar comprovante de vacinação contra a covid-19 para quem vem de fora do país. O ministro disse que esta decisão segue a linha que o governo federal vem adotando desde o início da pandemia. “Às vezes, é melhor perder a vida que perder a liberdade”, disse o ministro, citando fala anterior do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

A decisão contraria a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que, na semana anterior, sugeriu ao governo que fosse cobrado o comprovante vacinal a viajantes. A ideia da agência era evitar a circulação da variante Ômicron no Brasil como tem ocorrido em outros países. A sugestão irritou Bolsonaro. “Estamos trabalhando com a Anvisa, que quer fechar o espaço aéreo. De novo, p…? De novo vai começar esse negócio?”, afirmou, em tom elevado.

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