Jéssica Antunes
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O governador Ibaneis Rocha (MDB) celebrou a aprovação do Projeto de Lei que amplia o modelo do Instituto Hospital de Base (IHBDF) no primeiro compromisso público após a vitória conquistada na Câmara Legislativa (CLDF). Para o emedebista, todas as emendas apresentadas por parlamentares durante as oito horas de sessão extraordinária foram importantes para permitir a transparência da gestão. Os prazos para implementação ainda não foram definidos, mas a promessa é sancionar, sem vetos, assim que o texto final chegar à mesa do Palácio do Buriti.
O texto foi debatido durante mais de oito horas no auditório da CLDF. O projeto inicial previa levar o modelo do instituto para os hospitais regionais de Santa Maria (HRSM) e Taguatinga (HRT), ao Materno Infantil (HMIB) e às Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). No entanto, o governo recuou e, dos hospitais, apenas o HRSM terá nova gestão. “Vou demonstrar o trabalho nesses locais. Se positivo, a gente volta para ampliar aos demais hospitais dentro do mesmo modelo”, afirmou o governador nesta sexta-feira (25).
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“Acho que foi uma discussão importante, com desgastes em determinados momentos que valeram a pena porque é pela sociedade do DF. Trouxeram emendas que tocam no problema de transparência que eu sempre apontei”, continuou o chefe do Executivo. Ibaneis destacou, entre as propostas aprovadas, a decisão de sabatinar o presidente do Instituto, que “terá que mostrar conhecimento e comprometimento” os parlamentares. Outros pontos assinalados foram aqueles que determinam o encaminhamento de prestação de contas e inserção no site de todas as compras e contratação.
“Estou feliz com o aperfeiçoamento do projeto. Quero agradecer a todos os deputados, sejam eles de situação, que mostraram que temos base dentro da Casa, sejam eles de oposição que levaram a discussão e aperfeiçoaram o texto”. Dois deputados apontados como da base governista não votaram a favor. Para o emedebista, não foi caso de deslealdade. “Entendo o caso dos dois. Um, por ter vindo da categoria da saúde (Jorge Vianna, do Podemos), e outro por entendimento pessoal (João Cardoso, do Avante). Eles têm e devem ter seus compromissos políticos”.
Se dizendo feliz, o emedebista avalia a aprovação do projeto como “extremamente positiva”: “acho que entrou melhor do que saiu”. “Estão me dando instrumentos para trabalhar pela sociedade, principalmente pela população mais carentes do DF que está morrendo a míngua sem atendimento”, valorizou.
De acordo com o governador, as vagas serão disponibilizadas inicialmente para os servidores da Secretaria de Saúde. Somente as vagas remanescentes serão destinadas aos demais, em regime celetista. “Vamos ter todas as equipes completas nas UPAs, o que permitirá o recadastramento junto ao Ministério da Saúde. São R$ 600 mil a mais que cada uma deve receber por conta disso. Contamos com uma melhoria muito rápida na qualidade da saúde no DF”, afirmou.
A sessão extraordinária foi acompanhada por uma multidão, que ocupou as cadeiras do auditório e ficou do lado de fora da CLDF. Muitos, em protesto, se disseram traídos pelo governador. “Não tenho problema com servidores, vou continuar com os cronogramas de concursos e contratações. Essa é uma medida emergencial porque o sistema que funcionou nos últimos anos não tem dado saúde para a população”, respondeu Ibaneis.
O governador mandou recado para os servidores: “se quiserem estar ao nosso lado, fazermos um projeto de valorização. Se quiserem ficar contra, agora tenho instrumentos para atuar em todos os hospitais. Momento agora é de baixar a bola e trabalhar porque quem está sofrendo são os pobres do DF”.
Nesta sexta-feira, o governador tem reunião marcada com o secretário de saúde Osnei Okumoto e o presidente do Instituto Hospital de Base. A intenção é começar a deliberar os cronogramas de ações para implementação do modelo de gestão. O governador prevê cerca de quatro meses para colher resultados e levar a discussão de volta ao poder legislativo.