A operação Delivere realizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) apreendeu nesta quinta-feira (1) 82 aves na Cidade Ocidental. Os animais foram encontrados com identificação forjada do IBAMA, caracterizando crime ambiental. O dono pode pegar de seis a um ano de reclusão.
A co-incidência, em especial, das espécies criadas e traficadas tem aumentado muito no Distrito Federal e no país. São elas: curió, princaferro, sabiá laranjeira, pássaro preto, colero, maritaca, entre outras. Em função disso, acontece à intensificação da fiscalização das espécies na área amadorista, em residências aonde existem os criadouros.
Como acontece
Até o ano de 1967 qualquer animal podia ser capturado na flora e levado para as casas. Mas neste mesmo ano a lei da fauna diz no Art. 1º. que “os animais de quaisquer espécies, em qualquer fase do seu desenvolvimento e que vivem naturalmente fora do cativeiro, constituindo a fauna silvestre, bem como seus ninhos, abrigos e criadouros naturais são propriedades do Estado, sendo proibida a sua utilização, perseguição, destruição, caça ou apanha”. Para isso, um cadastro foi criado no sistema do IBAMA. Quando os filhotes das fêmeas nascem, os proprietários dos animais recorrem a um cadastro via internet e, assim, não são punidos.
Um agente vai até essas casas e com ele leva um numero x de anilhas, que é um tipo de anel contendo o numero de registro do animal, que acontece até o 8° dia de nascimento, pois, o formato do anel é pequeno. A falsificação começa neste fator. O coordenador da ação, Roberto Cabral, explica que, “como esses animais, em sua maioria, veio do trafico, eles copiam o registro e falsificam a anilha, que é mais grossa que a original”.
Ele conta que várias pessoas utilizam a categoria amadorista para traficar os animais que são trazidos de outro estado, caracterizando o crime de trafico interestadual. E há captura de forma pulverizada aqui no DF. Ainda de acordo com o coordenador, a ida dos agentes as casas caiu de 76% para 92%, mostrando o crescimento da co-incidência das espécies criadas e as traficadas.
Atenção, o IBAMA alerta!
Por causa dessas evidências, o IBAMA tem como diretriz a intensificação da fiscalização. Cada vez mais eles buscam esses crimes e conduzem os proprietários às delegacias. Além de responderem pelo crime ambiental, pegando de 6 a 1 ano de reclusão, também poderá responder pelo crime de trafico de animais, que vai de dois a seis anos de reclusão.