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Brasília

HRAS adota medidas em UTI neonatal

Arquivo Geral

16/11/2010 12h42

Para diminuir a taxa de mortalidade na UTI neonatal do Hospital Regional da Asa Sul (Hras), o diretor Alberto Henrique Barbosa anunciou a restrição do atendimento apenas para casos de prematuridade extrema, além de viabilizar a chegada dos insumos que estavam em falta. O objetivo das medidas anunciadas nesta terça-feira (16) é sanar o surto de bactérias ocorrido na unidade. 

De acordo com o diretor, mulheres com menos de 30 semanas de gestação e risco de parto prematuro serão atendidas pelo hospital.  Mulheres entre a 38 ª e a 40ª semana de gestação, que passam por complicações na gravidez ou que os bebês necessitem dos serviços da UTI, também terão o atendimento garantido.  A intenção é reduzir o número de internações para controlar a proliferação de bactérias e assim normalizar o atendimento.

Hoje, seis bebês estão internados no isolamento devido à infecção. As restrições de atendimento na maternidade do HRAS foram criadas na semana passada em função do aumento do número de óbitos. Porém, segundo informações, a secretaria não cogitou o fechamento da unidade, considerada referência na cidade.

As medidas restritivas foram tomadas depois do registro de 11 mortes de bebês prematuros por infecção, contabilizadas a partir de outubro. Exames revelaram que os bebês mortos no HRAS teriam sido infectados pelas bactérias Estafilococos, Serratia e Klebsiella.  Segundo o diretor da unidade, o número de óbitos por infecção considerado normal corresponde a dois ou três bebês por mês.

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