Para diminuir a taxa de mortalidade na UTI neonatal do Hospital Regional da Asa Sul (Hras), o diretor Alberto Henrique Barbosa anunciou a restrição do atendimento apenas para casos de prematuridade extrema, além de viabilizar a chegada dos insumos que estavam em falta. O objetivo das medidas anunciadas nesta terça-feira (16) é sanar o surto de bactérias ocorrido na unidade.
De acordo com o diretor, mulheres com menos de 30 semanas de gestação e risco de parto prematuro serão atendidas pelo hospital. Mulheres entre a 38 ª e a 40ª semana de gestação, que passam por complicações na gravidez ou que os bebês necessitem dos serviços da UTI, também terão o atendimento garantido. A intenção é reduzir o número de internações para controlar a proliferação de bactérias e assim normalizar o atendimento.
Hoje, seis bebês estão internados no isolamento devido à infecção. As restrições de atendimento na maternidade do HRAS foram criadas na semana passada em função do aumento do número de óbitos. Porém, segundo informações, a secretaria não cogitou o fechamento da unidade, considerada referência na cidade.
As medidas restritivas foram tomadas depois do registro de 11 mortes de bebês prematuros por infecção, contabilizadas a partir de outubro. Exames revelaram que os bebês mortos no HRAS teriam sido infectados pelas bactérias Estafilococos, Serratia e Klebsiella. Segundo o diretor da unidade, o número de óbitos por infecção considerado normal corresponde a dois ou três bebês por mês.