O governador Agnelo Queiroz e o secretário de Saúde do Distrito Federal, Rafael Barbosa, inauguraram nesta sexta-feira (29/04) o Centro de Trauma do Hospital de Base (HBDF). A unidade pioneira nasceu da parceria do GDF com o governo federal e será modelo para outros centros a serem instalados em todo o país.
“Essa é uma conquista para todos nós”, comemorou o governador Agnelo Queiroz. “É importante ter aqui na capital um centro de trauma de altíssimo nível, de ponta, dentro de um sistema que integra desde o socorro na rua até o atendimento hospitalar, dentro de um padrão internacional. Isso significa dar um tratamento adequado, ganhar tempo e poupar muitas vidas”, completou.
O diretor do HBDF, Julival Fagundes, informou que a média de pacientes politraumatizados atendidos diariamente varia entre 15 e 20. Para ele, “a parceria entre o Samu e o Centro de Trauma é uma quebra de paradigma, que deve se estender para o resto do Brasil. Poderemos oferecer um tratamento digno, com muito respeito, aos pacientes politraumatizados”.
Rafael Barbosa, secretário de Saúde do DF, explica essa integração entre a unidade e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). “A partir de agora, enquanto a equipe do Samu estiver na rua, fazendo um resgate de gravidade de moderada a alta, vai se comunicar via rádio com a equipe do Centro de Trauma. Quando o paciente chegar ao Hospital de Base, já encontrará uma equipe do próprio Samu, com tudo pronto para recebê-lo. É a primeira vez no Brasil em que o Samu deixa de fazer um atendimento apenas pré-hospitalar e passa a fazer o atendimento completo. Essa idéia traz o Samu para dentro do hospital”, detalhou Barbosa.
O GDF investiu aproximadamente R$ 500 mil nas instalações. A meta é que, nos próximos anos, o Distrito Federal se torne referência em cirurgia cardíaca infantil e transplantes, para as regiões Centro-Oeste e Norte do país.
O Centro de Trauma do HBDF dispõe de três leitos de unidade semi-intensiva, quatro para politraumatizados graves (sala vermelha) e seis leitos para atendimento em geral (sala amarela), operados pelo Samu. Todos os equipamentos seguem padrões internacionais e contam com foco cirúrgico, gasômetro, ecógrafo, respiradores, monitores e aparelhos portáteis de raio-x.
Cada equipe de plantão terá dez profissionais, sendo um cirurgião geral, dois enfermeiros e sete técnicos em enfermagem, com a possibilidade de expansão do quadro em decorrência da necessidade, uma vez que a sala fica no pronto-socorro.
“Esse é um modelo em que se trata o paciente de forma integral, com todas as equipes, em um só lugar”, avaliou Agnelo Queiroz.