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Brasília

Hora da verdade

Arquivo Geral

11/09/2016 9h50

Atualizada 12/09/2016 9h51

Amanhã à noite, quando terminar Fluminense x Atlético Mineiro, estará encerrada a 24ª rodada do Brasileiro da Série A. Faltarão, portanto, 14 jogos para cada time. Nada menos do que 42 pontos em jogo. Suficientes, por exemplo, para tirar o América Mineiro, lanterna há não sei quanto tempo, da agonia e salvá-lo. Ganhando todos os jogos, claro. Mesmo assim, não tenho dúvidas em dizer que estamos chegando à fase decisiva do torneio. A rodada anterior, como já escrevi, serviu para definir alguns blocos de clubes. A partir de agora é carimbar o passaporte para o que realmente se pode esperar de cada um dos times.

O Palmeiras, por exemplo, terá uma partida duríssima contra o Grêmio, em Porto Alegre, às 18h30, fechando o domingo. O adversário, não é preciso explicar, é uma das forças do futebol nacional. E depois da goleada do meio de semana diante do Coritiba… A pancada do Coxa abalou as estruturas do Olímpico. Tanto que Roger corre perigo no cargo. E não pensem que é o único, não. Ricardo Gomes, no São Paulo, abre a farra dominical com seu time recebendo o Figueirense no chamado “jogo de seis pontos”. Se perder, o tricolor paulista será ultrapassado pelo rival de hoje e, pela combinação de resultados, poderá até entrar na zona de rebaixamento. Como reagirão os torcedores são-paulinos, que outro dia invadiram o CT do clube? E pensar que Ricardo Gomes comandava, até outro dia, com sucesso, o ameaçado Botafogo – hoje, a equipe carioca está à frente do São Paulo na classificação.

Os jogos de hoje, por sinal, prometem muito mais emoções na parte de baixo da tabela do que no G-4. Como já escrevi, logo cedo temos o São Paulo. No mesmo horário teremos Chapecoense x Coritiba. Hoje, nenhum dos dois está diretamente ameaçado pelo rebaixamento, mas a tal combinação de resultados pode trazer surpresas ainda neste domingo. O clássico pernambucano, entre Sport e Santa Cruz, pode ser ruim para os dois: se o Santinha vencer puxa o Leão para a agonia. E uma vitória do rubro-negro praticamente decreta o rebaixamento do tricolor de Pernambuco.

O grande jogo do domingo, porém, é mesmo o clássico entre Santos e Corinthians. O Timão firmou-se no G-4 no meio da semana. O Santos, derrotado pelo Internacional, agora em quinto lugar, viu a distância para o grupo da Libertadores aumentar perigosamente. E a diferença de pontos poderá tornar-se quase insuperável em caso de nova derrota, logo mais. No mesmo horário (16h), no Mineirão, Cruzeiro e Botafogo fazem o jogo da afirmação. O vencedor praticamente encerra os temores do rebaixamento. Mesmo, repito, faltando ainda 14 pontos e com 42 pontos a serem disputados.

Mais mídia

Os Jogos Paralímpicos emocionam. Os Jogos Paralímpicos produzem heróis. Os Jogos Paralímpicos demonstram, a cada prova, que o ser humano é capaz do impossível. Pena que a mídia não dê, aos Jogos Paralímpicos, o destaque merecido. O mais interessante é que, na Paralímpiada, o Brasil é vencedor. Muito mais do que nos Jogos Olímpicos. Nem assim, porém, temos a cobertura que nos acostumamos a ver há pouco mais de 15 dias, seja na televisão (principalmente), seja nos impressos. Como disse um amigo, comparando com o desfile das Escolas de Samba: todo mundo fala que o verdadeiro samba está nas escolas dos grupos de baixo, mas todos só querem saber do Grupo Especial, que lota a Sapucaí…

Bom exemplo

É nas coisas simples, aparentemente sem importância, que vemos quando um país pode dar certo ou não. Vejam, por exemplo, a decisão tomada pelo comitê olímpico dos Estados Unidos sobre o nadador que inventou histórias sobre o que teria acontecido com ele durante os Jogos Olímpicos Rio 2016. Sem mimimi, sem historinhas, ele simplesmente foi punido com suspensão de dez meses. Sabem o que isso significa? Apenas que ficará de fora do Mundial de piscina curta, em dezembro, no Canadá, e também do Mundial geral, em 2017, em Budapeste. É pouco? Pois ele também foi “desconvidado” do encontro com o presidente (uma praxe para os integrantes da equipe olímpica do país) e perdeu uns US$ 100 mil (além do fim dos contratos de patrocínio). Simples assim. Rápido, curto e grosso. Pode ser que assim ele aprenda a não inventar historinhas para atingir a imagem dos outros.

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