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Homem que agredia, perseguia e ameaçava namorada é preso

A Polícia Civil do DF prendeu em flagrante um homem, de 43 anos, pelo crime de perseguição contumaz praticado contra a própria namorada, de 44, moradora de Vicente Pires

Por Guilherme Gomes 09/06/2021 1h05

Na tarde de terça-feira (8), a Polícia Civil do DF prendeu em flagrante um homem, de 43 anos, pelo crime de perseguição contumaz praticado contra a própria namorada, de 44, moradora de Vicente Pires. A prisão é resultado da operação Perseguidores.

A 38ª Delegacia de Polícia tomou conhecimento dos fatos horas antes da prisão do autor, quando a vítima relatou que, durante cerca de um ano e meio de relacionamento amoroso, havia experimentado atos de violência física, psicológica, patrimonial e moral por parte do autor.

No depoimento, a vítima contou e comprovou (através de mensagens de texto, áudios e registro de ligações) os atos de violência experimentados. Ela relatou que as violências morais se iniciaram após o primeiro mês de namoro, quando o autor, demonstrando toda sua agressividade e possessividade, a injuriou de diversos adjetivos negativos ao saber que a vítima havia ido jantar com colegas de trabalho durante uma viagem a São Paulo.

“Conforme relatado pela vítima, o namorado da vítima, durante tal viagem, obrigou a vítima a lhe enviar selfies para mostrar as roupas que ela iria usar nas reuniões e fotografar a colega com quem estava dividindo quarto e as pessoas com quem iria jantar”, conta o delegado-chefe da 38ª DP, João Ataliba Neto.

As investigações apontaram, que o acusado, já no primeiro mês de namoro, teria convencido a namorada a fazer um empréstimo de R$ 3 mil para que ele pudesse fazer um tratamento de saúde. No mês seguinte ele a convenceu a realizar um novo empréstimo bancário, no valor de R$ 65 mil para custear parte do suposto tratamento médico e outra parte para formar, em uma sociedade comercial com a vítima, uma empresa de veículos automotores para locação de transporte público individual por meio de aplicativo. No terceiro mês de namoro, o autor convenceu a vítima a financiar três veículos novos e a trocar o seu antigo veículo por um desses novos, porém o valor da venda (R$ 20 mil) nunca foi repassado à vítima.

A vítima relatou que o namorado também exigia que ela lhe telefonasse várias vezes por dia para informar a sua rotina e companhias, além de tê-la agredido fisiclamente, de forma violenta, em quatro oportunidades, demonstrando um ciúme obsessivo, inclusive, quando tentava romper o relacionamento amoroso.

No final de novembro, após muita insistência do autor, a vítima retomou o relacionamento, com a intenção principal de resolver as pendências financeiras entre ambos.

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“A vítima relatou que além das agressões físicas, o namorado teria instalado um rastreador em seu carro para monitorá-la, além de intensificar, nos últimos meses de namoro, as agressões físicas e psicológicas, como mordidas e tapas no rosto, tentativa de enforcamento e dizer que iria matá-la com golpes de faca”, destaca o delegado.


Nessa segunda feira (7), a vítima contou tudo o que estava sofrendo aos seus familiares, quando foi convencida a registrar ocorrência policial e a requerer medidas protetivas de urgência.


Na delegacia, durante o registro da ocorrência policial, sob a orientação dos policiais, a vítima enviou uma mensagem ao autor e disse que estava na delegacia para registro de queixa-crime por conta do carro emprestado que o envolvido não teria devolvido à vítima


Após tomar conhecimento de tais fatos, em menos de uma hora, o homem telefonou 14 vezes para a vítima e enviou diversas mensagens de texto e de áudio, todas manipuladoras e com a intenção de convencê-la a não proceder criminalmente contra ele.

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“Durante o registro da ocorrência policial, constatou-se que o autor, há cerca de um mês, estava sendo monitorado eletronicamente, através de tornozeleira eletrônica, fato que possibilitou a efetuação de sua prisão, tendo sido localizado em uma via pública do Núcleo Bandeirante”, explica Ataliba.


O homem foi preso em flagrante pelo crime de perseguição contumaz, sujeito a uma pena que pode chegar a três anos de prisão. Para resguardar a integridade física da vítima e impedir que o autor continuasse praticando crimes contra a ex-namorada, não foi concedida fiança na esfera policial. Ele ainda responderá pelos crimes de ameaça, estelionato, injúria e vias de fato. Somadas as penas de tais crimes, podem alcançar os sete anos de prisão. O autuado também possui vasta ficha criminal pelos crimes de estupro de vulnerável e violência doméstica.


A Operação Perseguidores é uma ação contínua da 38ª DP que tem por objetivo reprimir a atuação de stalkers na região administrativa de Vicente Pires.

Com informações da PCDF

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