Luís Augusto Gomes
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Um homem apontado por investigadores do Grupo Especial de Repressão a Narcóticos (Genarc) da 11ª Delegacia Regional da Polícia Civil de Formosa como financiador do tráfico de drogas em Planaltina, Sobradinho e Samambaia e Formosa, cidade da Região Metropolitana do Distrito Federal, foi preso no fim da tarde de quinta-feira (20). A organização criminosa tinha entregadores de droga, recolhedores de dinheiro, olheiros, mensageiros, contabilistas, telefonistas e advogado.
J.V.C.F., conhecido como Zequinha, foi surpreendidos em casa, no Setor São Benedito, bairro de Formosa, por policiais do Denarc. O suspeito eram procurado pela havia nove meses. Desde que deixou o regime semiaberto após uma condenação por tráfico de droga, no início de fevereiro último, o suspeito teria voltado a atividade criminosa, ainda como mais força.
Segundo o delegado Vytautas Zumas, o traficante montou uma grande organização com dezenas de traficantes. Além de administrar o tráfico de entorpecentes em Formosa, a quadrilha se expandiu, ultrapassou o território goiano e criou ramificações em Planaltina, Sobradinho e Samambaia. “O bando cresceu num curto espaço de tempo e a polícia não pode permitir o domínio de criminosos em qualquer região do país”, disse Zumas.
O delegado afirma ainda que, durante o período em que esteve em liberdade Zequinha comandou uma verdadeira associação criminosa, fomentando pequenos traficantes e tendo a seus serviços adolescentes e jovens que faziam desde a entrega das drogas à coleta de dinheiro nos pontos de venda de entorpecentes. O suspeito apenas administrava os negócios da organização criminosa.
Inicialmente a quadrilha tinha como alvo principal a venda de maconha, mas nos últimos seis meses passou a fornecer também, crack e cocaína. Boa parte da canabis sativa como é conhecida a maconha, vinha do Paraguai. Passava por Mato Grosso e chegava a Formosa e ao Distrito Federal pelo Nordeste, mais precisamente a Bahia. A cocaína era produzida na Bolívia enquanto o crack era fabricado por integrantes da própria organização.
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