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Brasília

Grass acusa GDF de gastar R$309 milhões em publicidade e questiona contratos e negócios ligados a Celina

Em apresentação, candidato reuniu pontos sobre o caso BRB-Master, empresas ligadas à família da governadora e despesas do governo com propaganda. Segundo os dados, o valor gasto em publicidade entre janeiro de 2025 e setembro de 2026 poderia custear 17 UPAs ou 21 escolas

Thamires Pinheiro

23/10/2026 14h36

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Foto: Thamires Pinheiro/Jornal de Brasília

Leandro Grass (PT) incluiu os gastos do Governo do Distrito Federal com publicidade entre os questionamentos apresentados contra Celina Leão (PP) durante uma coletiva de imprensa na sexta-feira (23). Em uma apresentação de intitulada “O que Celina Leão precisa explicar”, o candidato afirmou que o governo gastou R$309,3 milhões em publicidade entre janeiro de 2025 e setembro de 2026 e criticou a destinação de recursos para “divulgar uma imagem positiva da gestão”.

O material compara o valor a investimentos em serviços públicos. Segundo a apresentação, com os R$309,3 milhões seria possível construir 17 UPAs, 21 escolas ou atender 103.183 famílias pelo programa Prato Cheio durante um ano. Leandro também afirmou que parte dos recursos destinados à publicidade vai para blogs e portais com “pouca audiência” e sugeriu que esses sites podem estar “comprados”.

A crítica à publicidade foi um dos nove tópicos da apresentação, que também reuniu questionamentos sobre a negociação entre o BRB e o Banco Master, relações políticas de Celina, empresas ligadas à família da governadora e negócios envolvendo pessoas próximas à atual gestão. O documento apresenta acusações e perguntas formuladas pela campanha de Grass, que cobra explicações da adversária na reta final do segundo turno.

“O que Celina precisa responder”

Além dos gastos com publicidade, a apresentação foi dividida em nove tópicos, com perguntas sobre a negociação entre BRB e Banco Master, mensagens atribuídas ao empresário Daniel Vorcaro, relações políticas com o presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, e a proximidade de Celina com Leonardo Valverde, apontado no material como intermediário na operação.

Grass também questionou os valores recebidos pelo escritório de advocacia ligado ao vice de Celina, Gustavo Rocha, e os pagamentos feitos à empresa FACENG Engenharia, que tem como sócios o marido e a filha da governadora. De acordo com o documento apresentado pelo candidato, a empresa recebeu R$3,3 milhões entre maio de 2025 e julho de 2026, incluindo pagamentos atribuídos à Real JG e ao Grupo Foco. Grass cobrou detalhamento dos serviços prestados e explicações sobre as relações comerciais.

Outro tópico foi sobre a Operação Drácon, iniciada em 2016, e os processos decorrentes da investigação nos quais Celina é ré. A apresentação também questionou a sociedade da governadora com o empresário Edmundo Pinheiro, dono de uma empresa de ônibus com contratos com o GDF.

Celina anteriormente declarou publicamente que não participou das decisões sobre a compra do Banco Master pelo BRB e que foi contrária à operação. Em março, ao assumir o governo, afirmou que trabalharia para esclarecer o caso.

A apresentação terminou com uma lista de seis perguntas direcionadas à governadora, entre elas se ela tinha conhecimento da negociação do Master, se orientou deputados do PP na votação sobre a compra e por que aceitou Gustavo Rocha como vice, considerando a proximidade dele com Ibaneis Rocha. O material também incluiu um balanço das ações judiciais movidas contra a campanha de Grass.

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