Camilla Sanches
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Os médicos investigados pela Secretaria de Saúde sob suspeita de estarem fazendo atendimentos particulares durante o horário em que deveriam estar atuando na rede pública já tiveram a carga horária reduzida ao previsto em lei, que é de 20 horas semanais e não 40, como vinha acontecendo. A garantia é do governador em exercício do Distrito Federal, Tadeu Filippelli.
“Na última sexta-feira, quando o Governo do DF tomou ciência das denúncias, demos pronta resposta”, afirmou ele, em almoço na Zona Rural de Brazlândia para discutir o Projeto de Lei que prevê a criação de um Batalhão Rural para a região.
Segundo Filippelli, as denúncias de irregularidades cometidas por médicos do Hospital de Base e do Hospital Regional do Gama só foram possíveis graças à criação de um site, no mês de março, que contabiliza as horas trabalhadas por cada médico servidor da saúde no DF. Para o governador, “é inadmissível que não haja compromisso de alguns profissionais da Saúde, não todos, com a rede pública”. Fillipelli garantiu, ainda, que a coordenadora dessa área já foi afastada, enquanto as atividades dos médicos são apuradas.
redução de salários
“Depois de registrada a queixa pela Secretaria de Saúde, o que estava ao alcance do limite de decisão do governo começou a ser feito imediatamente. Por isso mesmo já retiramos as 20 horas excedentes dos médicos suspeitos, pois é o que está dentro da nossa responsabilidade de julgar e punir”, acrescentou. Esta redução na carga horária pode representar uma baixa de até 40% nos salários dos profissionais, que hoje chegam a receber mensalmente a quantia de R$ 22 mil.
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